“Acho que sou um afrodescendente, de tanto que apanhei”, reclama Dunga, sobre críticos

Allianz Parque

O técnico da seleção brasileira de futebol, Dunga, parece não se cansar de proferir frases infelizes em sua carreira. Na tarde desta sexta-feira (26), ele atingiu talvez o pior estágio nesse sentido, ao desabafar sobre críticas que ele recebe desde quando ainda era um jogador de futebol.

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Ao responder uma pergunta sobre a pressão que a geração dele sofria, que chegou a ficar mais de 20 anos sem ser campeã do mundo, em comparação com a atual, que levou de 7 a 1 da Alemanha, no ano passado, na Copa do Mundo no próprio país, Dunga fez uma comparação para lá de esdrúxula.

“Nós éramos ruins com sorte. Os outros eram bons com azar (risos). Aquela seleção tinha uma cobrança de 40 anos sem ganhar uma Copa América, 24 anos sem ganhar a Copa do Mundo. Tudo que fazia era de ruim. Até acho que sou afrodescendente, de tanto que apanhei. Os caras olham e batem. Mesmo quando ganha, não vai satisfazer a todos. Mas é uma alegria, um orgulho defender o nosso país”, disse o técnico brasileiro.

A fala teve um tom de desabafo ainda mais forte, quando analisada a entrevista como um todo. Tirando essa resposta, todas as outras foram lacônicas, curtas e de conteúdo bastante raso, demonstrando um certo comedimento do treinador, que em sua primeira passagem como técnico, ficou marcado pelo destempero nas entrevistas.

Um episódio que ficou famoso e ilustra este cenário foi quando Dunga ofendeu, em uma entrevista coletiva, durante a Copa do Mundo de 2010, o jornalista Alex Escobar, da TV Globo. Na ocasião, o técnico imaginou que Escobar estivesse o criticando, enquanto falava no celular, e chamou-o de diversos palavrões. Relembre.

Foto: Getty Images



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