Barbosa: Ídolo vascaíno injustiçado pela Copa de 1950

Poucos goleiros foram tão espetaculares quanto Barbosa, mas nenhum, certamente, foi tão injustiçado quanto ele. Arqueiro do Brasil na Copa do Mundo de 1950, o guarda-metas do Vasco da Gama era o melhor de sua posição naquela época, embora tenha deixado o Mundial como o grande responsável pela derrota brasileira.

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Armando Nogueira, um dos maiores cronistas da história do Brasil, definiu o gol de Ghiggia e a injustiça cometida contra Barbosa da seguinte maneira: “Certamente, a criatura mais injustiçada na história do futebol brasileiro. Era um goleiro magistral. Fazia milagres, desviando de mão trocada bolas envenenadas. O gol de Ghiggia, na final da Copa de 50, caiu-lhe como uma maldição. E quanto mais vejo o lance, mais o absolvo. Aquele jogo o Brasil perdeu na véspera”.

Contudo, é curioso perceber que, pouco tempo após o fatídico jogo contra o Uruguai, Barbosa continuava a ser um grande sucesso no futebol, amado por muitos e odiado por poucos. Em 1953 (último ano dele na Seleção), Barbosa se machucou em um lance com Zezinho, do Botafogo, pelo Torneio Rio-São Paulo. Machucado, o arqueiro foi levado para o Hospital dos Acidentados e uma grande fila de fãs se formou para vê-lo.

Por 22 anos, Barbosa defendeu as cores do ADCI-SP (1940-1941), Ypiranga (1942-1944), Vasco (1945 – 1955), Santa Cruz (1955-1956), Bonsucesso (1957), Vasco da Gama (1958-1962) e Campo Grande (1962).

Foto: Reprodução/Divulgação