Capitã da seleção de handebol, Dara ficará três meses fora de ação

Cinara Piccolo/Photo&Grafia

Fabiana Diniz, a Dara, tomou um susto quando soube que uma dor na panturrilha era o sinal de uma trombose venosa profunda. “Fiquei muito assustada. Achei que era uma contratura ou algo assim”. A pivô da seleção brasileira de handebol está fora dos Jogos Pan-Americanos de Torono, no Canadá. Mais um desfalque da lista importante nas mãos do dinamarquês Morten Soubak, treinador do Brasil.

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Na manhã desta segunda-feira, Dara fez os exames complementares e recebeu o prazo de recuperação. Três meses. A ausência do Pan doeu no coração da atleta, que buscava o tetracampeonato com o Brasil. No entanto, a esperança de atuar no Mundial da modalidade, que acontece em dezembro, na Dinamarca, ainda está viva. “A expectativa é de quase 200% que eu jogue. Neste prazo tem chances de eu estar em boas condições físicas, técnicas e táticas para disputar uma vaga no time”, disse em entrevista à Rádio Globo.

Ao analisar a participação brasileira em Toronto, Dara se mostra otimista. O Brasil está no grupo de México, Porto Rico e as donas da casa, as canadenses. “Vai ser fácil dependendo do handebol que a gente colocar em quadra. Nossa equipe, agora com a minha lesão, não terá também a Duda, a Mayara e a Hannah. Acredito que a gente está num bom momento para que as coisas aconteçam a nosso favor”.

Para o Mundial, a conversa muda. O torneio acontece na Dinamarca entre 5 e 20 de dezembro e o Brasil caiu num grupo forte. A chave tem a França (campeã mundial em 2003), a Argentina (rivais continentais), Coreia do Sul (atuais campeãs júnior em 2014), Congo e Alemanha (que venceu o Brasil em amistoso este ano). “Fizemos bons jogos com a França. Da Coreia ninguém sabe nada, um jogo muito rápido, mas não é impossível ganhar. Argentina são as mais acessíveis, é nosso rival aqui. Congo vem com a força física das africanas. Correm muito e muita força física. Alemanha vem com handebol muito forte e uma goleira que pega tudo. Média de 1,95m de altura na defesa delas. Temos que passar pela primeira fase. Depois é ver o cruzamento”.

Vamos aguardar. Será, independente do resultado, uma ótima experiência e um exercício para os jogos de 2016. O handebol vem forte como há muito não se via.

 

Crédito da foto: Cinara Piccolo/Photo&Grafia



Narrador esportivo da Rádio Globo e da RedeTV! Cobri três Copas do Mundo (2006, 2010 e 2014), duas edições de Jogos Olímpicos de Verão (2008 e 2012) e uma de Inverno (2010), além de uma edição de Jogos Pan-Americanos (2011). Mais de 30 modalidades esportivas já narradas em 10 anos de carreira.