Carlinhos, o violino no campo e treinador papa títulos pelo Flamengo

Foto: Repordução/Flamengo

Luis Carlos Nunes da Silva, o Carlinhos. Nasceu em 19 de novembro de 1937, no Rio de Janeiro.  Atuou como jogador no Flamengo de 1958 a 1969. Após aposentar as chuteiras, continuou trabalhando no clube da Gávea, nas divisões de base, até se tornar técnico dos profissionais nos anos 80.

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Carlinhos foi um dos maiores jogadores da história do Flamengo. O violino, apelido que recebeu pelo toque requintado na bola, atuava como meia. Pelo rubro-negro carioca, participou das conquistas de dois campeonatos estaduais e do Torneio Rio-São Paulo de 1961. Foi um dos poucos jogadores a ganhar o prêmio Belfort Duarte, por nunca ter sido expulso de campo. No início da carreira, recebeu simbolicamente as chuteiras do jogador Biguá, destaque do Flamengo que estava encerrando a carreira. Em sua despedida, Carlinhos repetiu o ato e deu suas chuteiras, em 1970, a um menino franzino, promessa dos juvenis do Fla, que acabou se tornando o maior jogador da história rubro-negra, Zico. Carlinhos foi o oitavo que mais vestiu a camisa vermelha e preta (567 partidas).

Após o término da carreira como jogador, Carlinhos trocou as chuteiras pelo banco de reservas rubro-negro e teve ainda mais sucesso, conquistando títulos importantes, tanto que até hoje, é considerado um dos maiores treinadores da história do Flamengo. Sua primeira oportunidade surgiu em 1983, substituindo o então campeão do Mundo, Paulo César Carpegiane. Carlinhos atuou como técnico interino por cinco partidas. Obteve na rápida passagem, uma vitória, três empates e uma derrota.

Carlinhos chegou a treinar outros clubes, mas sua paixão pelo Flamengo resultaria em mais sete passagens pela Gávea. O treinador era chamado em momentos conturbados, tanto que ficou conhecido internamente como um “bombeiro” do clube. O então interino passou a ser definitivamente respeitado como treinador, quando conquistou seu primeiro título de expressão. O tetracampeonato Brasileiro pelo Flamengo em 1987, com uma equipe recheada de craques e promessas, como Zico, Andrade, Renato Gaúcho, Bebeto, Jorginho, Leonardo, Aldair & Cia.

Em 1991 Carlinhos assumiu o Flamengo novamente e conquistou o Campeonato Carioca daquele ano, em cima do Fluminense. No ano seguinte, 1992, o treinador conquistou seu segundo título nacional no comando do Fla, levando o rubro-negro carioca a conquista do pentacampeonato Brasileiro. Nesse time, o treinador lançou promessas da base como, Djalminha, Nélio, Júnior Baiano, Marquinhos, Marcelinho Carioca e Paulo Nunes.

O violino ainda teve mais três passagens marcantes no comando rubro-negro, conseguindo a conquista de títulos importantes, como os campeonatos cariocas de 1999 e 2000 e a Copa Mercosul de 1999, onde bateu o Palmeiras, considerada na época uma das equipes mais fortes do Brasil.

Carlinhos comandou o Flamengo em 313 partidas como técnico, obtendo 158 vitórias, 84 empates e 71 derrotas. Conquistou oito títulos ao todo: Taça Guanabara de 1988 e 1999, Campeonato Carioca de 1991, 1999 e 2000, Campeonato Brasileiro de 1987 e 1992 e Copa Mercosul de 1999.

Tantas conquistas o fizeram receber uma justa homenagem na Gávea, local que era praticamente sua segunda casa. Um busto com a imagem de Carlinhos foi construído, em 2011, ao lado de onde se reunia com amigos para jogar carteado. O local ganhou o nome de “Praça Carlinhos”.

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