Copa do Mundo Feminina: EUA precisam mostrar futebol contra Alemanha

Rapinoe/ FIFA.com

Por: Amanda Marinho

Para os Estados Unidos um jogo contra a Alemanha veio cedo demais. O time ainda não apresentou todo o futebol que tem, e será forçado a fazê-lo hoje contra o melhor time do mundo. As questões que giram na cabeça da treinadora Jill Ellis são as mesmas durante toda a competição, como armar seu meio-campo e ataque para que todas as partes do campo possam se conectar.

Se na defesa a dupla Johnston-Sauerbrunn está se destacando, com as laterais Krieger e Klingenberg se saindo bem, no meio-campo a treinadora precisa resolver um enigma.

Com Rapinoe e Holiday suspensas no último jogo, os EUA jogaram com a jovem Morgan Brian como volante e Kelley O’Hara pelo lado direito do campo. Brian conseguiu fazer a ligação entre ataque e defesa muito bem, algo que não vinha acontecendo. Ela conseguiu se conectar com as defensoras tanto quanto com Carli Lloyd – que com a entrada de Brian para fazer um papel especificamente defensivo, ganhou mais liberdade para jogar atrás das atacantes e chegar na área.

Kelley O’Hara foi a surpresa na ultima partida e não decepcionou. Com boas chegadas na área, deu trabalho para a lateral chinesa com sua velocidade, e ajudou bastante na defesa, quase sempre dobrando a marcação juntamente com a lateral Ali Krieger. A questão é se Ellis decidirá em tirar O’Hara para a volta de Rapinoe ou se tirará Tobin Heath. Pelo jogo da Alemanha contra a França, onde o time teve dificuldades para marcar o rápido ataque francês, Ellis pode preferir O’Hara.

Outro problema é a dupla de ataque. Como já foi dito, velocidade pode ser uma saída para as americanas vencerem, portanto Alex Morgan praticamente se garante na titularidade. Amy Rodriguez fez uma ótima partida contra a China, apesar de seu posicionamento precisar ser aperfeiçoado para que a atacante não fique tão impedida. Se Wambach voltar para o time titular os EUA estarão assumindo que pretendem vencer a partida na bola parada, o que pode ser um tiro no pé, já que a dupla de zaga alemã, Krahn e Bartusiak, tem se saído muito bem. Leroux também é opção no ataque, mais por sua velocidade do que pelo que mostrou em campo mas últimas partidas.

As chances de errar já acabaram, agora é ganhar ou ganhar caso as americanas não queiram jogar uma amarga partida de terceiro lugar. Ellis precisará provar aos críticos que consegue montar um bom time par atuar sob forte pressão.

A partida será jogada em Montral a partir das 20h.



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