EUA e China reeditam final épica em busca de uma vaga na semifinal da Copa do Mundo 2015

Quem não se lembra dessa foto?
As chinesas, certamente, jamais esquecerão.

A comemoração de Brandi Chastain na final da Copa de 1999, disputada entre China e Estados Unidos, é até hoje uma das imagens mais emblemáticas da força das americanas quando o assunto é futebol feminino. Naquela tarde na California, rodeadas por mais de 90 mil torcedores, as donas da casa sagraram-se bicampeãs mundiais.

Nessa sexta-feira, às 20h30, as equipes finalmente se reencontram em um Mundial após 16 anos daquela fatídica e emocionante partida que acabou decidida na disputa de pênaltis (5-4). Dessa vez, chinesas e norte-americanas vão em busca de uma vaga na semifinal da Copa do Mundo Feminina 2015.

China

De lá para cá, muita coisa mudou, principalmente do lado chinês, que hoje já não é mais considerada uma potência na modalidade. Bem diferente do que ocorreu em 99, quando a China chegou à final com 100% de aproveitamento e ainda batendo as então donas da taça na semifinal, a Noruega, por 5 a 0, dessa vez a equipe comandada pelo técnico Hao Wei vem penando para avançar no torneio. Na fase de grupos, apenas uma vitória por placar simples em cima da Holanda, um empate com a Nova Zelândia e uma derrota para as canadenses. Nas oitavas, apesar da força e agilidade das camaronesas, a magra vitória por 1 a 0 sobre uma equipe estreante e de pouca expressão continuou deixando a desejar.

Em jogos decisivos, a esperança de que a estrela de uma craque brilhe e resolva o duelo está sempre presente, e talvez seja isso que falte para a equipe chinesa, que veio para o Canadá sem nenhum grande destaque a ser apontado. Por outro lado, todo o elenco capitaneado pela zagueira Wu Haiyan (#05) tem mostrado ter fôlego e equilíbrio para manter sua principal característica, a qualidade no toque de bola, até o final das partidas.

EUA

Apesar de não terem conquistado mais nenhum Mundial desde 99, as americanas nunca deixaram de chegar à semifinal de uma Copa do Mundo ou Olimpíada. São, sem dúvida, favoritas para o jogo de hoje e também para sair do Canadá com o tricampeonato. Desde a estreia na fase de grupos contra a Australia (3×1), os Estados Unidos não levou mais nenhum gol. Além disso, ao contrário do que aconteceu na última partida contra a Colômbia, com o jogo dessa sexta sendo disputado em Ottawa, as americanas devem contar com um estádio cheio a seu favor.

Por outro lado, a técnica Jill Ellis terá um grande desfalque para essa decisão: a meia Megan Rapinoe (#15), de longe a principal jogadora da equipe americana no torneio até aqui, está suspensa, e assim como a também titular Lauren Holiday, não entra em campo contra a China. Rapinoe tem sido uma das sensações dessa Copa e tomado pra si o brilho das “famosas” Abby Wambach, Alex Morgan e Hope Solo. E faz por merecer: caindo sempre pelos lados do campo, a precisão nos passes e habilidade ofensiva já se refletiu em dois gols, uma assistência e muito trabalho para as adversarias.

A expectativa é de que o jogo gire em torno de um ataque insistente contra uma defesa disciplinada. A dúvida é até que ponto as chinesas conseguem manter o equilíbrio tático sendo altamente pressionadas pelo volume de jogo americano. Olhos atentos para Abby Wambach que, se marcar, pode igualar o recorde de 15 gols em Copa do Mundo atingido pela brasileira Marta.

Relembre os principais lances da final da Copa do Mundo de 1999: EUA (5)0 x 0(4) China