Ex-esposa detona Carlos Amarilla: “Eu me separei dele por violência doméstica”

O CQC, da Band, esteve no Paraguai e tentou ouvir o árbitro Carlos Amarilla, centro das atenções da imprensa esportiva na última semana ao ter o nome envolvido em um suposto esquema de manipulação de jogos. Sem sucesso, a equipe de reportagem do programa então entrevistou a brasileira Edina Lopez, a sua ex-esposa, que fez algumas revelações e falou sobre qual foi o motivo para o rompimento de sete anos de casamento.

LEIA MAIS:
Escuta revela influência de dirigente argentino em eliminação do Corinthians para o Boca em 2013
Amarilla é suspenso no Paraguai após suspeita de ter prejudicado Corinthians em 2013

“Tenho três filhos com ele. É um pai ausente 100%. A criança adoece, ele desaparece. Se precisa de alguma coisa, ele desaparece. Eu sou pai e mãe. Carlos Amarilla não liga para saber se o filho está vivo ou morto. Eu me separei dele por violência doméstica”, disse.

Edina contou que o ex-marido vendeu a casa dos filhos e que hoje ela sofre despejos.

“Eu não posso te dizer nada de jogo. O que eu posso te afirmar é que Carlos Amarilla vendeu a casa dos próprios filhos, e agora a pessoa que consta como dona me faz despejo. Já é o segundo que estou enfrentando agora”.

No dia da entrevista, Edina revelou ter sofrido ameaças do ex-marido em um aplicativo de mensagens.

“Recebi ameaças (hoje) de manhã”. (em seguida transcreve as mensagens). “Continue falando por aí que eu te processo por difamação e calúnia”. “O que vocês estão aprendendo de Carlos Amarilla agora, eu tenho sete anos de escola”, concluiu.

Entenda o polêmico caso Amarilla:

Os corintianos guardam péssimas lembranças de Carlos Amarilla. O árbitro apitou o jogo contra o Boca Juniors pelas oitavas de final da Copa Libertadores de 2013 e teve atuação desastrosa, ao anular dois gols legais dos brasileiros e não marcar dois pênaltis. Com o empate em 1 a 1, no Pacaembu, a equipe de Tite deu adeus à competição.

Diálogos entre o ex-presidente da Federação Argentina, Julio Grondona, e Abel Gnecco, representante da AFA no Comissão de Arbitragem da Conmebol, divulgados por uma emissora argentina há cerca de 10 dias levantaram suspeitas de manipulação de jogos. Corinthians x Boca foi citado.

“Saiu bem no fim. Ninguém queria a este louco de m…, é o maior reforço que o Boca teve no último ano foi Amarilla”, disse Grondona, dois após a partida em conversa com Abel Gnecco, representante da AFA no Comissão de Arbitragem da Conmebol.

Gnecco revela como pressionou Alarcón (supostamente Carlos Alarcón, diretor da comissão) para escalar Amarilla.

“Gostam aí na Argentina do Amarilla?” Olha, se não gostam dele, não sei. Eu gosto, bota ele e deixa de me encher o saco. Para Alarcón, me bota o Amarilla e para de encher. Bom, assim foi, o pôs e bom… e saiu bem porque, bom, tem que ser assim…”, disse Gnecco.

foto: Getty Images



Rafael Alaby é jornalista diplomado pela FIAM (Faculdades Integradas Alcântara Machado), com passagens pela Chefia de Reportagem de Esportes, da TV Bandeirantes, em São Paulo e site KiGOL. Pós-graduado em Jornalismo Esportivo e Negócios do Esporte (FMU)