“Foi a mais medíocre participação da seleção na Copa América”, diz Galvão Bueno

Galvão Bueno abriu o programa “Bem Amigos”, do Sportv, no fim da noite de segunda-feira, detonando o futebol da seleção brasileira, que foi eliminada nas quartas de final da Copa América para o Paraguai no último sábado, em Concepción, no Chile.

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“Foi a pior, a mais medíocre participação do futebol brasileiro em toda a história da Copa América. Eu acompanho a seleção desde 1983, são 32 anos de Copa América, e jamais vi uma participação tão medíocre. Isso fere a história de pessoas como Ronaldo e Roberto Carlos, que construíram através dos tempos”, disse Galvão Bueno citando os dois convidados da atração.

Além de falar do baixo rendimento do time de Dunga, Galvão destacou que o Brasil não enfrentou nenhum dos favoritos ao título.

“Jogamos quatro jogos, duas vitórias, uma derrota e um empate seguido de derrota nos pênaltis. Não jogamos com o Uruguai, não jogamos com a Argentina, não jogamos com o Chile, que era o dono da casa. A vitória em cima do Peru foi de virada, com um gol aos 47 minutos. Contra a Venezuela, vitória no sufoco, com o time acuado, sufocado dentro da área para evitar o empate. Na derrota para a Colômbia, se via os jogadores olhando para baixo. Não tinha ninguém para brigar, gritar, com um Roberto e Ronaldo, era um time caído, abatido, aquela mesma expressão de abatimento dos 7 a 1, ou do 10 a 1, do 7 a 1 e 3 a 0. É muito triste”, lamentou.

O locutor e apresentador demonstrou preocupação com a possibilidade de o Brasil ficar de fora de uma Copa do Mundo pela primeira vez na história. Para as Eliminatórias da Rússia 2018, que começam em outubro deste ano, ele defendeu a mescla de jovens jogadores com os mais experientes.

“Depois do trauma da Copa do Mundo, a gente tinha que fazer uma boa participação. E agora, nas eliminatórias? Nós não vamos ter o Neymar nos primeiros jogos, como vai jogar na casa do adversário desse jeito? É um momento de ter experiência e não radicalizar na renovação. Se podermos ter jogadores que estão jogando na China, no Mundial Árabe, por que o Kaká, que está nos Estados Unidos, não pode jogar? Cadê o Hernanes? Cadê o Lucas, que joga no PSG? Eu não consigo entender”, disse.

foto: Divulgação



Rafael Alaby é jornalista diplomado pela FIAM (Faculdades Integradas Alcântara Machado), com passagens pela Chefia de Reportagem de Esportes, da TV Bandeirantes, em São Paulo e site KiGOL. Pós-graduado em Jornalismo Esportivo e Negócios do Esporte (FMU)