Fórmula 1 deve mudar a cara em prol da segurança

SUZUKA, JAPAN - OCTOBER 05: Jules Bianchi of France and Marussia receives urgent medical treatment after crashing during the Japanese Formula One Grand Prix at Suzuka Circuit on October 5, 2014 in Suzuka, Japan. (Photo by Getty Images/Getty Images)

A crise na Fórmula 1 é grave e, sem mudanças, a categoria mais famosa do automobilismo mundial caminhará para um futuro cada vez mais negro, menos barulhento e mais perigoso. Fãs de Fórmula 1 sempre vão existir. Barulho, por mais estranho que seja como o atual – que lembra um aspirador de pó –, também. Segurança, por sua vez, precisa melhorar ainda mais.

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Ayrton Senna foi o último piloto a morrer nas pistas de Fórmula 1, há 21 anos. Mas o gravíssimo acidente sofrido pelo francês Jules Bianchi, em novembro do ano passado, ainda está fresco na memória. Vale levar a discussão para as pistas da Indy também. Só neste ano, diversos acidentes aconteceram na categoria dos circuitos ovais, com destaque para a batida forte sofrida pelo canadense James Hinchcliffe em maio deste ano, nos treinos para as 500 Milhas de Indianápolis.

Com episódios como esses, vêm à tona a discussão não tão nova de cockpit fechado. Horrível, tosco, feio… adjetivos para classificar a alteração estão aí aos montes. Pode ser. Seria, no mínimo bizarro, ver um carro de Fórmula 1 no design atual coberto. Os capacetes, que já serviram para identificar pilotos – antes de grande parte deles mudar a pintura a cada circuito –, ficariam encobertos. Tudo muito estranho. Mas, se for para preservar a vida de um piloto, é mais do que válida. É necessária.

Fórmula 1 pode ter corridas em lugares estranhos, motores silenciosos e regras esdrúxulas. Mas não pode ficar sem a principal coisa: os seres humanos.

Crédito da foto: Getty Images



Jornalista, editor do Torcedores.com. Passagens pelos jornais Metro, O Estado de S. Paulo, Jornal da Tarde, Marca Brasil, Agora São Paulo, Diário de S. Paulo e Diário do Grande ABC.