Com nomes errados e gafes, Reebok apresenta novos uniformes do UFC

Reprodução/Reebok

Nem mesmo o prazo de aproximadamente sete meses – o vínculo foi assinado em dezembro passado – foi suficiente para a Reebok, patrocinadora dos atletas do UFC, fazer bonito. Prova disso foram as gafes vistas durante a divulgação do material exclusivo dos lutadores, nesta terça-feira (30).

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Alguns apelidos foram esquecidos, ignorados e nomes grafados de forma incorreta. Por algum motivo sobrenatural, o baiano Lyoto Machida se transformou em Márcio Lyoto Machida, uma mistura com o Márcio “Lyoto” Alexandre, finalista da terceira edição brasileira do reality show The Ultimate Fighter.

Além de sofrer para conseguir disputar o título dos médios, Ronaldo “Jacaré” Souza, que viu Luke Rockhold tomar sua frente para encarar Chris Weidman, teve seu nome transformado em Ronaldo, sendo chamado pela marca britânica de Jacaré “Ronaldo Souza”. Outro brasileiro também tem motivos para ficar bravo. Demian Maia, ao menos para a Reebok, virou “Demian Baptista” (foto).

Outro que tem motivos para ficar com raiva é Gilbert Melendez, transformado em “Giblert”. Pelo visto, para ele, é mais fácil distribuir socos do que pronunciar o próprio nome.

Nesta primeira remessa de uniformes, a Reebok – vendida para a Adidas em 2005 por R$ 8,9 bilhões – preferiu não se arriscar. São poucos modelos e cores utilizadas. Quando o branco é predominante, o UFC ganha letras garrafais e bem coloridas (verde, azul, vermelho entre outras). Nos uniformes pretos, há tons cinzas e e dourados. O nome da marca também aparece de marca discreta.

Lutadores reclamam – O acordo firmado desagradou boa parte dos lutadores. Tudo por conta do contrato estabelecido, em que lutadores com mais confrontos recebem valores maiores, e quem chegou à organização norte-americana há menos tempo, sente mais no bolso. Com a padronização, os atletas não podem exibir nomes de seus patrocinadores nos uniformes, o que gerou um desligamento de apoiadores a muitos integrantes do UFC. O campeão dos pesos-penas, José Aldo, não poupou críticas ao novo sistema.

“Primeiramente, é uma m***. Todos falaram sobre isso. Nós, atletas, perdemos bastante. Como eles mesmo falaram, que é como se fosse um atleta de basquete, ou da NFL, não tem nada a ver, a gente não recebe um salário mensalmente como os atletas da NBA e da NFL recebem. Não importa o quanto a gente vai ganhar ou não, todos os atletas que tinham patrocínio perderam ou vão perder, pois eles não vão poder entrar na luta. Isso é um prejuízo para a gente. Atleta vive de cada luta, a gente tem que ficar lutando, nenhum atleta faz mais de três lutas. O campeão não consegue lutar mais de três vezes por ano”, disse no final de maio.

Outro brasileiro, o capixaba Erick Silva revelou prejuízo de R$ 40 mil mensais com a mudança. A tabela prevê R$ 120 mil aos campeões de cada divisão e R$ 90 mil aos desafiantes. Os valores seguem “picados”, como por exemplo: quem tem mais de 21 lutas, tem direito a R$ 60 mil, enquanto atletas com 16 a 20 lutas, R$ 15 mil. O valor mais baixo é de R$ 7,5 mil para que tem de um a cinco combates.

 

Crédito da foto: Reprodução/Reebok

 



Jornalista graduado pelo UniCEUB, em 2010. Trabalha com esportes desde 2010 e atualmente sub-editor do caderno Torcida, do Jornal de Brasília. Passou também pela redação do Jornal Metro. Cobriu jogos do Brasileiro (Séries A a D), Copa do Mundo-2014 e Campeonato Candango, além de eventos como o Novo Basquete Brasil e a Liga Futsal.