Jefferson um craque banalizado pela posição de goleiro

Rafael Ribeiro/ CBF

No seu time ele é o cara. Pode ser dizer que ele tem a importância de um camisa 10. Quando Jefferson não joga, o time sente tanto quanto a seleção brasileira sem Neymar. A segurança com ele no gol é outra.

Jefferson é um grande ídolo no Botafogo. Só não é mais por falta de grandes títulos de expressão no passado recente do glorioso. A grande verdade é que a posição de goleiro é muitas vezes desvalorizada. Quase esquecida. Só lembrada quando se pega aquele pênalti ou bola decisiva que decide um título.

O atual arqueiro da seleção foi revelado pelo Cruzeiro e ganhou destaque no glorioso na década passada. Optou pela estabilidade financeira e rumou para o futebol turco. Seu raro talento seguiu firme, mas é bem verdade que somente atuando em grandes centros os jogadores aparecem. É preciso fazer muito para ser lembrando para vestir a amarelinha.

Mas nunca é tarde. Relegado a posição de reserva na fatídica participação da seleção na Copa de 2014, Jefferson se mantém firme. Bateu o pé para ficar no seu atual time mesmo jogando a segunda divisão em 2015, continua sendo lembrado e possui a confiança de Dunga.

Considerado um caso à parte do time alvinegro tem o seu salário cinco vezes superior ao teto estabelecido pelo atual presidente Carlos Eduardo Pereira, em R$ 50 mil mensais. Ele é um craque até pouco valorizado. Seu time e empresas ligadas ao esporte poderiam utilizar sua imagem e talento para gerar receitas e fazer propagandas em produtos e serviços.

O goleirão já utilizou chuteiras da Asics e atualmente veste Nike, que não revela se lhe patrocina além do material esportivo adotado pelo jogador.  A equipe alvinegra bem que sondou ações de marketing e patrocinadores pessoais para manter o atleta atuando pelo clube. No entanto, pouco se vê movimento nessa direção publicamente. Prova disso é que o facebook oficial possui “apenas” 19 mil seguidores, enquanto Neymar passa de 52 milhões de fãs.

Em tempos de talentos raros é bom que o torcedor brasileiro valorize os serviços de Jefferson, pois um grande time sempre começa por um bom goleiro.

Crédito da foto: Rafael Ribeiro/CBF



Jornalista Esportivo com experiências em multimídias formado pela UNESA-RJ, entrou para o mundo do marketing esportivo em 2011, passando por PGE, Sportlink, Ibope Repucom até fundar a agência GMA Brasil no Rio de Janeiro, realizando o case "Arena C30" em 2013 . Em 2014 tornou-se mestre em Marketing pelo IAG, a Escola de Negócios da PUC-RJ.