Marcos: o “Santo” que iluminou o caminho da seleção pentacampeã em 2002

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Ídolo da torcida do Palmeiras com a fama de santo, Marcos espalhou seu carisma na Copa do Mundo de 2002, cativou o povo brasileiro com a humildade característica e sua competência debaixo das traves ajudou a seleção brasileira ser pentacampeã do mundo. Até hoje, todos devem se lembrar da união da família Felipão e “São Marcos” era um dos amuletos do técnico desde os tempos de Palmeiras.

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Com o sucesso do goleiro pelo Alviverde principalmente nas decisões de pênaltis nas Libertadores de 1999, 2000 e 2001, Felipão já tinha um escolhido para o gol na Copa do Mundo do Japão e da Coreia do Sul, mesmo com a concorrência de Dida e Rogério Ceni.

Marcos foi chamado pela primeira vez para defender as cores do Brasil em 1999, ainda com Vanderlei Luxemburgo no comando em um amistoso sem gols contra a Espanha. Na era de Emerson Leão, porém, o goleiro do Palmeiras acabou perdendo espaço para Rogério Ceni, mas com a chegada de Felipão em 2001, Marcos ganhou novas chances. Só que o jogador precisou lidar com a pressão da torcida e imprensa em momentos turbulentos.

Na Copa América de 2001, o Brasil foi eliminado por Honduras nas quartas de final em um dos maiores vexames da história do futebol nacional. Marcos foi o titular ao longo de toda competição e ainda assim foi bancado por Felipão para jogar como titular no Mundial do ano seguinte, tanto pela lealdade ao manto alviverde (Marcos recusaria uma proposta milionária do Arsenal para jogar pelo Palmeiras na Série B em 2003) quanto pela qualidade técnica.

Daí para frente, você conhece o final, não? Nas oitavas de final, Marcos fez pelo menos seis defesas salvadoras contra a Bélgica quando o jogo ainda estava empatado. Na final contra a Alemanha, defendeu uma falta venenosa cobrada por Neuville quando o jogo estava igual, pouco antes de Ronaldo marcar o primeiro dos dois gols que garantiram o título ao Brasil.

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Ao longo do Mundial, Marcos fez sete partidas e levou apenas quatro gols, sendo eleito o quarto melhor goleiro do mundo atrás apenas de Oliver Kahn (Alemanha), Casillas (Espanha) e Rüstü (Turquia). Foram 29 vitórias partidas com a camisa do Brasil e só 24 gols tomados.

Depois da saída de Felipão, o goleiro ainda atuou quatro vezes sob o comando de Carlos Alberto Parreira. A última partida aconteceu em 22 de maio de 2005, no empate em 2 a 2 com o Japão pela Copa das Confederações.

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Esportista de hobby, mas jornalista de profissão. Trabalhou como repórter do O Estado de S. Paulo, Revista TÊNIS. Tênis Virtual e CurtaTÊNIS em coberturas nacionais e internacionais de grandes eventos.