Meia da Alemanha vê EUA como “osso duro de roer” na semi da Copa do Mundo Feminina

MONTREAL, QC - JUNE 26: Melanie Behringer #7 of Germany runs as she looks on during the 2015 FIFA Women's World Cup quarter final match against France at Olympic Stadium on June 26, 2015 in Montreal, Quebec, Canada. Germany defeated France 5-4 on penalty kicks and move to the semifinal round. (Photo by Minas Panagiotakis/Getty Images)

Por: Bruno Bezerra

bruno@planetafutebolfeminino.com.br

Aos 30 anos, a experiente meio-campista Melanie Behringer, campeã da Frauen Bundesliga na temporada passada pelo Bayern München é uma das jogadoras com mais bagagem no elenco alemão, por mais que não seja a titular absoluta de Silvia Neid.

Em entrevista coletiva, após a partida contra a França, a jogadora que está indo para o seu terceiro mundial (campeã em 2007 e eliminada nas quartas de final em 2011) analisou, juntamente com a zagueira Babett Peter, a campanha alemã nesse mundial e também as perspectivas para as semifinais diante dos Estados Unidos.

A zagueira do Wolfsburg, Peter, que assim como Behringer jogou os mundiais de 2007 e 2011 (além delas no elenco alemão, a goleira e capitã Nadine Angerer, a atacante Anja Mittag, as zagueiras Annike Krahn e Saskia Bartusiak, além da meia Simone Laudehr, estavam no elenco alemão campeão do mundo em 2007) foi a primeira a falar, em um clima descontraído após a vitória dramática diante da França, pelas quartas de final:

Estava confiante e passei isso para a nossa treinadora, que me colocou entre as que iriam cobrar logo na primeira sessão de pênaltis. Eu queria assumir aquela responsabilidade pois já vivi essa situação outras vezes e por isso tive a iniciativa de ser uma das batedoras.

Tivemos sorte no lance em que a jogadora francesa(Gaetane Thiney) perdeu um gol na prorrogação, mas precisamos disso às vezes. Temos competência, mas muitas vezes precisamos contar com a sorte.

Foi extremamente emocionante para todos aquela partida. Mesmo após termos jantado e comemorado bastante, não conseguimos dormir naquela noite, ao menos eu não consegui.

Behringer foi a primeira a cobrar as penalidades e além de ser perguntada sobre o jogo diante da França, fez uma simples perspectiva de como será o confronto diante dos Estados Unidos, dia 30, pela semifinal do mundial.

Não fizemos um bom primeiro tempo diante da França e não seria nenhum demérito se elas tivessem marcado na etapa inicial. A França conseguiu o gol e mesmo assim não nos abatemos, buscando o empate. Mesmo com o cansaço, já estávamos preparadas para decidir o jogo nos pênaltis.

Estava confiante também e tomei a iniciativa de iniciar as cobranças. Falei a nossa auxiliar Ulrike Ballweg que queria ser a primeira, talvez pelo fato de gostar de jogar sob pressão, visto que a grande maioria no estádio estava apoiando a França. Fui feliz e consegui contribuir com a minha cobrança.

Nosso elenco está extremamente focado e coeso nesse mundial. Isso é extremamente importante para uma grande equipe.

É uma pergunta difícil analisar friamente a seleção dos Estados Unidos, mas definitivamente são um  “osso duro de roer”. São um time fisicamente muito forte, com ótima defesa e um meio campo com um elevado volume de jogo. Quero ser novamente campeã do mundo e sei que temos elenco suficiente para jogar de igual para igual com elas. Um jogo como esse deixa todo um elenco animado pois é um confronto de nível elevado.

A semifinal entre Estados Unidos e Alemanha será no dia 30(terça-feira), no Estádio Olímpico de Montreal, a partir das 20h.



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