Novos “7 a 1”? 5 vexames que a seleção brasileira pode dar no futuro

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Rafael Ribeiro/CBF

A seleção brasileira tem caprichado na lista de vexames nos últimos anos. A conquista da Copa das Confederações de 2013, em casa, foi um ponto fora da curva no futebol do Brasil desde a eliminação na Copa de 2010. Duas quedas seguidas em quartas de final da Copa América para o Paraguai, em 2011 e 2015, uma prata olímpica contra um México tecnicamente inferior, e o famoso 7 a 1 para a Alemanha na semifinal da Copa do Mundo de 2014, em pleno Mineirão, compõem parte dessa lista.

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A queda vertiginosa do Brasil no ranking da Fifa na gestão de Mano Menezes à frente da seleção já era um indicativo da perda de força da seleção, mas era justificada pela ausência do time em jogos oficiais graças à não-participação nas Eliminatórias da Copa do Mundo de 2014, com vaga garantida como país-sede. Mas, e agora?

O futuro bate à porta com pressa. A seleção já conseguiu, com a eliminação deste sábado (27) na Copa América, ficar fora pela primeira vez na história de uma Copa das Confederações, considerando, é claro, as competições realizadas com este nome pela Fifa a partir de 1997. Quais novos vexames o Brasil pode dar? Vamos à lista:

1) Perder para a Argentina em casa em eliminatórias

Parece banal, mas é uma das poucas marcas que ainda resistem no futebol brasileiro. Brasil e Argentina, sempre protegidos pelos antigos regulamentos das eliminatórias, só foram se enfrentar nessa competição a partir de 2000. Foram seis partidas, três em cada país. Lá fora, são duas vitórias argentinas, e uma brasileira. Aqui, duas vitórias do Brasil e um empate. Não é difícil imaginar que esse tabu vá para o espaço no estágio atual.

2) Copa América Centenário

Uma edição especial comemorativa do torneio será realizada em 2016 nos Estados Unidos. O Brasil já conseguiu o “feito” de, pela primeira vez na história, ficar fora dos quatro primeiros colocados de duas Copas Américas seguidas que ele disputou. Uma terceira seria mais um passo vergonhoso para a seleção.

3) Rio-2016

Os vexames olímpicos na história da seleção brasileira são notáveis. Derrota para a Nigéria após abrir dois gols de vantagem no placar, em 1996, queda diante de Camarões com dois jogadores a menos em 2000. Ficar fora dos Jogos de 2004 graças a uma campanha pífia no Pré-Olímpico. Ser eliminado pela Argentina na semifinal de 2008 com um 3 a 0 nas costas. E perder para o México com Neymar em campo em 2012 e ficar com a prata. Agora é em casa, como foi a Copa do Mundo em 2014. E tem uma semifinal marcada para o Mineirão, como no ano passado. Ah, e Alemanha já está classificada para os Jogos.

4) Ficar fora de uma Copa do Mundo

Quando a Alemanha marcou o quinto gol, muitos já imaginavam que aquilo seria o início de uma revolução no futebol brasileiro. Pois o placar acabou no histórico 7 a 1 e nada mudou. A CBF continua nas mãos dos mesmos. Dunga foi reconduzido ao cargo do qual fora demitido em 2010. E mais um vexame entrou na nossa conta em 2015, na Copa América. Na passagem de Mano pela seleção, entre 2010 e 2012, muito se falou que aquela seleção sofreria nas eliminatórias, caso tivesse participado. Agora é a hora da verdade. 18 jogos, pontos corridos, quatro vagas diretas e uma de repescagem. E Neymar não joga as duas primeiras partidas. Sem ele, o Brasil recorreu a quatro zagueiros para ganhar apertado da Venezuela e não passou do Paraguai nas quartas de final da Copa América. Será que teremos que ficar fora da Copa do Mundo para algo realmente mudar?

5) Copa América em casa

Dependendo do que acontecer nos anos anteriores, a Copa América de 2019, que o Brasil vai sediar, pode ser um vexame de público, participação popular e abandono completo da seleção. A solução era mudar tudo depois do 7 a 1. Não mudamos, mas ainda dá para fazer algo agora. Caso contrário, 7 a 1 será pouco no futuro da seleção brasileira.

Foto: Rafael Ribeiro/CBF



Editor do Torcedores.com, está no site desde julho de 2014. Repórter e apresentador da TV Torcedores. Formado pela Universidade Metodista de São Paulo, já passou por UOL, Editora Abril e Rede Record. Participou da cobertura da Copa do Mundo de 2014, de dois Pans, dos Jogos Olímpicos de Londres 2012 e do Rio 2016.