Opinião: Maioria já não se importa com vexames da seleção

A seleção brasileira de futebol aumentou neste sábado (27) sua interminável lista de vexames com mais uma eliminação nas quartas de final da Copa América, nos pênaltis, diante do Paraguai. Uma repetição do filme de 2011. Mas, quem se importa? Nas redes sociais, a derrota brasileira virou piada. Nas ruas, não houve fogos e gritos com o primeiro gol do jogo, marcado por Robinho.

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Sou da geração entre 20 e 30 anos que passou a infância aprendendo a gostar de futebol com ícones como Romário, Ronaldo, Rivaldo, Roberto Carlos, Taffarel, Marcos, Dida, Cafu, Ronaldinho Gaúcho, entre muitos nomes inesquecíveis. Lembro muito bem do quanto doeu a derrota para a França na final da Copa do Mundo de 1998.

Um pouco mais esquecidas hoje, também doeram demais as derrotas na final da Copa das Confederações de 1999, para o México, a eliminação nas quartas de final dos Jogos Olímpicos de Sydney, em 2000, para Camarões, quatro anos depois da queda na semifinal para a Nigéria.

Mas, desde 2006, as derrotas brasileiras parecem não decepcionar mais a ninguém. A seleção brasileira mostra evidente desconexão com a torcida, principalmente após anos de amistosos feitos em Londres, e não no Brasil. Jogadores medianos compõem a pior geração da história da camisa amarela, mas não são o motivo desse distanciamento.

Dirigentes ultrapassados, incompetentes, que colocam pessoas igualmente ruins no comando das equipes, são a causa dos vexames e também por ninguém mais lamentar essas derrotas. Os torcedores que curtem futebol hoje estão muito mais preocupados com o rendimento de seus times na rodada deste fim de semana no Brasileirão do que com a eliminação de Dunga e seus comandados no Chile.

Era uma vez a seleção brasileira de futebol…

Foto: Rafael Ribeiro/CBF



Editor do Torcedores.com, está no site desde julho de 2014. Repórter e apresentador da TV Torcedores. Formado pela Universidade Metodista de São Paulo, já passou por UOL, Editora Abril e Rede Record. Participou da cobertura da Copa do Mundo de 2014, de dois Pans, dos Jogos Olímpicos de Londres 2012 e do Rio 2016.