Palmeiras de Marcelo Oliveira começa a tomar forma com herança de Oswaldo

César Greco/Ag. Palmeiras

Após a goleada de 4 a 0 sobre o São Paulo, a maioria dos torcedores do Palmeiras só queria saber de festa, afinal foi a primeira vitória do time sob o comando de Marcelo Oliveira, nome tão pedido pela massa para o lugar de Oswaldo de Oliveira. Entretanto, nem os jogadores do Verdão, tampouco seu atual técnico se esqueceram da herança deixada pelo antecessor na Academia.

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Em dois jogos à frente, é nítido que a filosofia de Marcelo vai se incrementando no elenco palmeirense, porém ele se nega a ganhar os elogios sozinho. “Herdamos um trabalho do Oswaldo e introduzimos alguma coisa. Tentamos em um período curto colocar na cabeça dos jogadores que temos se ser agressivos no campo de ataque”, disse o treinador após a goleada sobre o São Paulo no Allianz Parque.

O goleiro Fernando Prass corroborou a opinião do técnico. “Tem coisas que Marcelo modificou, trabalhou porque teve mais tempo. Mas não pode tirar crédito do Oswaldo, fizemos muitas coisas que já vinham sendo trabalhadas”. O atacante Rafael Marques, um dos xodós do ex-técnico alviverde seguiu na mesma linha: “O trabalho dos dois é muito parecido, porém é lógico que Marcelo está procurando algo a mais”.

O Torcedores.com preparou uma análise do que, de fato, Marcelo ainda utiliza do trabalho de Oswaldo e quais foram as primeiras mudanças do Palmeiras após 15 dias à frente do clube.

Acompanhe!

LEGADO DE OSWALDO

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1) Carinho e apoio do elenco
Assim que a diretoria do Palmeiras anunciou a demissão de Oswaldo, os jogadores mostraram tristeza pelo ótimo astral do ex-técnico no dia a dia e a filosofia de trabalhar as falhas na base da conversa do que do “pito” em público. Marcelo é bem parecido nesse sentido com seu antecessor, já que procura passar suas dicas com calma e coerência, assim como tem o desejo de usar o máximo de tempo para conhecer os jogadores de forma a poder tirar o melhor deles em campo.

2) Esquema tático
Nos dois primeiros jogos sob o comando do Palmeiras, Marcelo montou o time se apoiando no mesmo 4-2-3-1 usado excessivamente por Oswaldo ao longo da temporada. O novo técnico do Verdão prega a marcação desde a saída de bola do adversário e gosta da formação com um centroavante na área para receber a bola dos três jogadores de trás (do armador ou dos pontas).

DEDO DE MARCELO

1) RETIRO ESPIRITUAL
Para poder conhecer ainda mais o elenco e focar bastante no clássico contra o São Paulo, o técnico do Palmeiras levou o elenco para Atibaia, algo que não vinha acontecendo na era Oswaldo. A preparação, nas palavras de Marcelo, foi primordial para treinar situações de jogo, fortalecer a união do grupo e, com isso, ter mais ideias do que poderia utilizar em campo com o número elevado de jogadores à disposição.

2) TIME COMPACTO
Uma das situações citadas por Marcelo e que foram treinadas ao extremo em Atibaia foi a marcação. Ciente de que o São Paulo é um adversário de nível técnico elevado, o técnico do Palmeiras não quis dar espaço no meio-campo para o adversário respirar e, quando seu time tivesse a posse de bola, exigiu objetividade e um maior leque de opções do que fazer com a mesma, e não apenas tocar de um lado para outro no monótono “párabrisa”. Por isso o Verdão mostrou muita compactação, fechando seus 10 jogadores em curtos espaços. 

3) SEM TOMAR GOLS
No Cruzeiro, um dos pilares de Marcelo era a defesa sólida. Raramente o time mineiro deu mole para os concorrentes na maior parte dos dois Brasileiros que venceu, em 2013 e 2014. O técnico quer passar essa mesma filosofia no Palmeiras e se a zaga ainda não esbanja tanta confiança, já foi ótimo negócio não tomar gols de um rival com poderio ofensivo bem qualificado.

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4) CONTRA-ATAQUE FATAL
Talvez a maior qualidade de Marcelo, além do time mais compacto, seja a eficiência do seu contra-ataque. Após a vitória contra o São Paulo, o técnico disse o quanto é obcecado pela boa técnica, pelos fundamentos bem executados, em que os jogadores saem com velocidade (Egídio, Dudu, Rafael Marques e Robinho dando opções de passe). O contragolpe palmeirense tomou forma especialmente no terceiro gol. Em apenas 18 segundos, foram necessários nove passes, desde a intermediária de defesa até a conclusão de Rafael Marques à frente de Rogério Ceni, para construir um dos gols mais bonitos do campeonato.

Confira novamente!

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Fotos: César Greco/Ag. Palmeiras


Esportista de hobby, mas jornalista de profissão. Trabalhou como repórter do O Estado de S. Paulo, Revista TÊNIS. Tênis Virtual e CurtaTÊNIS em coberturas nacionais e internacionais de grandes eventos.