“Papai Joel” ganhou o estadual invicto e também está na história do Flamengo

Joel Santana
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O famoso gol de barriga de Renato Gaúcho para o Fluminense na final do Carioca de 1995, quem diria, foi o começo da relação do então técnico tricolor Joel Santana com o Flamengo. O título pelo arquirrival despertou o interesse dos cartolas rubro-negros, que trouxeram “Papai Joel” para a Gávea no ano seguinte. Essa foi a primeira e mais vitoriosa passagem por Joel no Flamengo, que mais é lembrado hoje por salvar o Urubu nas horas mais difíceis do que somar conquistas.

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Naquele primeiro momento, todavia, Joel cumpriu à risca o objetivo com a taça do Estadual de forma invicta no único campeonato que Romário ganhou no clube. Após passagens por Corinthians e Botafogo, Joel desembarcou no Vasco em 2000 e levou o Gigante da Colina aos troféus da Copa Mercosul e da Copa João Havelange. Entretanto, a torcida do Fla pode tirar um sarro de Joel pela perda do Carioca de 2001. É inesquecível a reação desesperada do técnico após a falta perfeita de Petkovic no ângulo do goleiro Elton, deixando o Urubu de Zagallo com as duas mãos na taça.

A partir de 2004, Joel deixou um pouco de lado a fama de vencedor para assumir o cargo de “salvador da pátria” dos times que dirigia. Foi nessa situação que voltou ao Flamengo naquela temporada e conseguiu manter o Rubro-Negro na elite do Brasileirão com uma reta final impecável, vencendo seis de um total de nove jogos.

Em 2007, o técnico deixou o Fluminense e retornou à Gávea para tirar o Flamengo do Z-4 para a surpreendente vaga na Libertadores do ano seguinte. Tudo estava perfeito para sua saída com a missão de treinar a seleção da África do Sul às vésperas da Copa do Mundo no país. Tinha vencido o Carioca e o clube estava com um pé nas quartas da Libertadores após bater o América por 4 a 2 no México. Só que um vexame em pleno Maracanã manchou a festa, com um revés histórico por 3 a 0 e a queda na competição.

Na seleção sul-africana, nem Nelson Mandela gostou do trabalho de Joel. O técnico fez mais sucesso nas desastradas entrevistas do que dentro de campo. Retornou ao Brasil com fama de artista. Quem não se lembra dele arranhando no confuso mix de inglês com português em um comercial de xampu?

A quinta e última passagem de Joel pelo Ninho do Urubu aconteceu em 2012, sem tantos motivos de orgulho. O técnico não conseguiu imprimir a filosofia da prancheta, tampouco seus conselhos paternos funcionaram mesmo com Ronaldinho Gaúcho na equipe. Fracassos na Libertadores, Carioca e no início do Brasileirão foram decisivos para sua demissão em julho.

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Foto: Getty Images



Esportista de hobby, mas jornalista de profissão. Trabalhou como repórter do O Estado de S. Paulo, Revista TÊNIS. Tênis Virtual e CurtaTÊNIS em coberturas nacionais e internacionais de grandes eventos.