Pita e PH Ganso: semelhantes, mas completamente diferentes

Time campeão brasileiro de 86 perfilado. Foto: Arquivo

Não fosse um capricho do destino, Edivaldo Oliveira Chaves, mais conhecido como Pita, jamais teria vestido a camisa do São Paulo. O jogador chegou ao clube do Morumbi em 1984, envolvido em uma troca com Zé Sérgio e Humberto, depois de quase oito anos brilhantes com a camisa 10 da Vila Belmiro, que desde Pelé, não via um 10 tão bom de bola.

Logo em seu primeiro ano no Tricolor, para já espantar qualquer crítica ou insinuação de que talvez tivesse sido um mau negócio, trazer um ídolo de um rival e ceder um dos maiores atacantes da história do São Paulo, Zé Sérgio, em troca, ganhou o Paulistão de 1985.

O título foi o pontapé inicial para uma trajetória impecável com a camisa 10 são-paulina. No ano seguinte, 1986, Pita foi o cérebro do meio-campo que levou o clube à conquista do segundo título brasileiro de sua história, batendo o Guarani, em pleno Brinco de Ouro da Princesa, naquele épico jogo que terminou em 3 a 3 (um dos gols marcados por ele) e foi decidido nos pênaltis.

Depois, em 1987, Pita venceu novamente o Campeonato Paulista, derrotando o rival Corinthians, na final. No Brasileirão, porém, não conseguiu repetir o desempenho da temporada anterior e sucumbiu junto com o São Paulo, naquele campeonato que até hoje gera controvérsia sobre o verdadeiro campeão, Sport ou Flamengo.

Em 1988, após marcar seu nome na trajetória Tricolor, foi para a Europa, vendido por US$ 1 milhão para o Racing Salsbourg-FRA, em um tempo em que poucos conseguiam jogar no Velho Continente.

No total, fez 249 jogos pelo São Paulo e marcou 46 gols, apenas oito a menos do que fez no Santos, com 39% menos jogos disputados. Algo que um personagem atual, que fez o mesmo caminho que ele, saiu da Vila Belmiro, para o Morumbi, e se utiliza da mesma perna esquerda para fazer acontecer, PH Ganso, não chegará nem perto de repetir. Uma pena.

Foto: Arquivo Histórico / São Paulo FC



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