Provocação de Jara irrita dirigente do Mainz e jogador poderá ser negociado, diz jornal

A provocação obscena que o zagueiro chileno Jara fez à Cavani, no jogo entre Chile x Uruguai, pelas quartas-de-final da Copa América, ainda está tendo os seus desdobramentos. E, se o defensor conseguiu o que queria no lance, ao enervar e tirar o adversário de campo, dali para cá, o jogo virou totalmente.

LEIA MAIS:
Pivô da expulsão de Cavani, Jara recebe “recado especial” de Lugano pelo Twitter; Veja
“Vai devagar, dedo grosso!”: Roger confessa já ter sofrido com mão boba quando jogava

De acordo com o jornal alemão Bild, um dirigente do Mainz, time alemão cujo é jogador, declarou que não gostou da atitude do zagueiro e não colocará obstáculos caso apareça algum interessado em contratá-lo. “Ele sabe que se uma oferta chegar, ele pode ir. Nós não toleramos isso. Ainda mais do que a atitude, foi o que veio depois que me fez ficar irritado. Eu odeio teatro, mais do que qualquer coisa”, declarou Christian Heidel, diretor esportivo do Mainz, à publicação.

A indignação do cartola é compreensível, uma vez que na Europa, um jogador fingir que está sentindo mais dores do que a realidade, para forçar uma punição maior ao adversário, é vista com maus olhos. Neymar, por exemplo, é muito criticado na Espanha por cavar faltas e exagerar nas expressões de dor. Por isso, ele foi até apelidado de “piscineiro”, ou seja, alguém que se joga demais, como se pulasse em um piscina.

Jara está no Mainz desde 2014 e tinha contrato até junho de 2016. Além do risco de sair do clube pelas portas dos fundos, o zagueiro chileno pode ficar de fora de sua seleção. O gesto feito por ele para provocar Cavani será investigado pelo Comitê Disciplinar da Conmebol e não se descarta uma punição exemplar ao zagueiro.

Foto: Reprodução



Tudo o que preciso é um papel e uma caneta. Apaixonado por esportes desde 1900 e bolinha: de futebol, basquete, tênis, rugby...