10 vezes em que a física permitiu que Galvão Bueno nos emocionasse

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“Isso não é possível! A física não permite!”. Qualquer são-paulino, atleticano paranaense ou apaixonado por futebol que se preze, não esquece dessa emblemática frase dita por Galvão Bueno, na final da Libertadores de 2005, quando, ao questionar uma afirmação de Arnaldo Cezar Coelho, apelou às leis da física (que ele acreditava), para justificar seus argumentos.

Apesar de ter sido uma verdadeira pérola da mídia esportiva e ter, até, um certo sentido, Galvão Bueno é um dos locutores que mais marcaram a vida de qualquer brasileiro, amante de esportes, ou não. Além de ser o principal narrador da emissora mais influente do país e estar, por isso, presente nos eventos que atraem mais atenção do público, Galvão tem um estilo peculiar de narrar, colocando uma emoção exacerbada em praticamente tudo – ainda mais se tiver algum atleta ou time brasileiro envolvido.

O Torcedores.com, por mais que reconheça, que às vezes, dá mesmo vontade de mandá-lo ficar calado, considera que ele já emocionou muita gente por aí e separou 10 vezes em que ela foi para valer, seja para uma torcida específica, ou para um país inteiro. Confira!

1. “Partiu, bateu…CABOOOOU, CABOOOU!”

Acho que essa frase eu nem preciso dizer a que se refere. 1994, Roberto Baggio na bola, craque da Itália, bate um pênalti na lua e nos dá a Copa do Mundo, que não vinha desde 1970, poucos meses depois de Ayrton Senna, o esportista que manteve o orgulho nacional em voga nesse período, ter falecido. Arrepia até hoje!

Vídeo: 

2. “Rrrrrrrrrrrrrrrrrrrronaldinhoooooooooooooooooooo”

Ele falou isso muitas vezes, nós sabemos. Mas teve uma, em especial, que foi dita com mais vontade e alegria que outras, por tudo o que envolvia a situação. Final da Copa do Mundo de 2002, no Japão, contra a Alemanha: 2 a 0 Brasil, dois de Ronaldo Fenômeno.

Relembre: 

3. “Pode até empatar…!”

Profético, como noutras vezes (que você verá mais embaixo), Galvão Bueno antecipou um dos gols mais épicos da história recente da seleção brasileira. Era a Copa América de 2004 e o jogo estava acabando. 2 a 1 para a Argentina, que já levava o jogo no banho-maria, fazendo aquela tradicional catimba. O resto da história, acho que quase todo mundo sabe.

Mas é legal relembrar: 

4. “Tô sentindo firmeza no lance”

O são-paulino tende a gostar mais dessa narração, já que é um jogo do time dele, vivendo um saudoso tempo que hoje parece bem distante. Mas o torcedor brasileiro, no geral, naquela época, 1993, não via o São Paulo como o rival de hoje, então muita gente assistiu esse jogo. Sabem a tal profecia, comentada acima? Então, ela está aqui, no primeiro gol do São Paulo. E no último, uma desafinada, de emoção, histórica!

Confira: 

5. “E na sequência tem a Turma do Didi”

Sim, amigos. Foi essa a frase que precedeu a narração do gol de Adriano Gabiru, pelo Inter, que deu ao time o título mundial, em 2006. Estava tão moroso o jogo, se encaminhando para uma prorrogação, que Galvão Bueno se deu ao luxo de anunciar uma atração da emissora no mesmo momento em que a bola de Índio, afastada da zaga, cruzava o campo inteiro, onde encontraria Iarley e depois a glória.

Reveja: 

6. “A galera repete e grita “fora, fora!””

Final da Libertadores da América de 1999. Palmeiras x Deportivo Cali, no antigo Palestra Itália. Jogo decidido nos pênaltis. Zinho erra o primeiro e vê todo mundo converter os demais. Até as duas últimas cobranças do adversário.

Rememore: 

7. “O diretor de prova o aguarda! O Brasil inteiro o aguarda!

No tempo em que Galvão Bueno ainda não era tão ufanista, Ayrton Senna ganhou seu primeiro título mundial de Fórmula 1. No GP do Japão, onde acontecia a última prova da temporada, o locutor fez questão de tornar a última e derradeira volta em uma mini-biografia do piloto, que se tornaria um mito tempos depois.

Relembre: 

8. “O Senna acena, apita, aponta”

Em 1991, GP do Brasil de Fórmula 1, Ayrton Senna venceu com apenas uma marcha e na chuva. Além do feito histórico na pista, deu a Galvão Bueno a oportunidade de relatar o ocorrido. O resultado foi uma das narrações mais emocionantes da crônica esportiva brasileira.

Veja (e ouça): 

9. “Vambora, Claudinei!”

Essa é uma das poucas narrações emocionantes de Galvão Bueno que não corresponde a uma vitória do Brasil. Quero dizer, ao menos para quem não considera o segundo lugar em uma prova de atletismo, disputadíssima, nas Olimpíadas, onde o país sequer era dado como candidato à medalha, uma vitória. Sydney, 2000, Revezamento 4×100 masculino.

Mate a saudade: 

10. “Virou passeeeeeio….”

Essa nem precisa descrever.

Gol da Alemanha: 

Foto: Getty Images



Tudo o que preciso é um papel e uma caneta. Apaixonado por esportes desde 1900 e bolinha: de futebol, basquete, tênis, rugby...