4 motivos para provar que o Atlético-PR é o maior rival do São Paulo fora de SP

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O torcedor do Atlético-PR, posso apostar, detesta o São Paulo e faz questão de deixar isso claro. O contrário, por conta dessa maneira hostil, também acontece e ninguém esconde. Portanto, toda vez que os dois vão se enfrentar, caso do que vai acontecer nesta quarta-feira (1º), paira no ar um clima belicoso, igual o de um clássico.

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Mas, por questões geográficas óbvias, um time do estado de São Paulo, encarar um do Paraná, não é considerado um clássico regional, por mais que os dois estados sejam vizinhos. Por que, então, rubro-negros paranenses e tricolores paulistas têm tanto desprezo um, pelo outro? O Torcedores.com levantou 4 hipóteses para explicar como a coisa chegou nesse ponto. Confira!

1. Cocito “quebrando” Kaká, no Brasileirão de 2001

Na história recente desse duelo, esse fato foi, talvez, o primeiro que fez os ânimos se acirrarem pra valer. No primeiro (e único) título brasileiro conquistado pelo Atlético-PR, o São Paulo caiu em seu caminho, nas quartas-de-final. Na época, a equipe Tricolor contava com dois jogadores importantes e decisivos: França e Kaká. O primeiro ficou fora da partida, machucado. O segundo, então, teria de levar o time nas costas. Mas, foi impedido pelo volante Cocito, do time da casa, que logo nos primeiros minutos deu uma entrada forte no, então, jovem meia são-paulino e o fez sair de campo chorando. Isso nunca mais foi esquecido.

2. Imbróglio da final da Libertadores de 2005

Se a vingança é um prato que se come frio, o São Paulo esperou quase quatro anos para devolver a “entrada forte” de Cocito. Na final da Libertadores de 2005, o Atlético-PR foi impedido, pelo regulamento da Conmebol, de jogar na Arena da Baixada, porque ela não tinha, na época, a capacidade mínima exigida para receber uma final. A equipe, então, correu contra o tempo para tentar construir arquibancadas móveis e pegar o São Paulo no “caldeirão”. Contudo, a diretoria são-paulina, influente na confederação sul-americana, forçou a barra nos bastidores, argumentando mundos e fundos, até tirar o direito dos paranaenses de jogar em sua casa. No fim das contas, o jogo aconteceu no Beira-Rio, em Porto Alegre, a vários quilômetros de distância de Curitiba, e foi, para os atleticanos, o grande motivo do time ter perdido o título – mesmo tendo sido goleado no Morumbi, uma semana depois.

3. Caso Dagoberto

Quando surgiu, Dagoberto logo se tornou um xodó da torcida do Atlético-PR. Habilidoso, veloz e fazedor de gols, o jovem era visto como uma jóia, parte do patrimônio do clube, alguém que nasceu ali e ali deveria construir sua história. O contexto também favorecia, afinal, o clube formou um time com a espinha dorsal toda criada em suas categorias de base e quase foi campeão brasileiro. Todos os revelados naquela época tinham um grande apreço da torcida e imaginou-se que, dali, só sairiam para a Europa. Mas Dagoberto não quis esperar o momento. Em 2007, pouco depois de se recuperar de uma grave lesão no joelho, o jogador não pensou duas vezes e zarpou para o São Paulo, que o fez uma proposta. Os rubro-negros ficaram furiosos com a atitude, considerada uma traição, principalmente depois de tudo o que o clube tinha feito por ele, ajudando-o a se recuperar. Até hoje, o jogador é hostilizado quando pisa na Arena da Baixada e o São Paulo sofre junto.

4. Atlético-PR “adiando” sonho do São Paulo voltar à Libertadores

Desde a última Libertadores que o São Paulo havia disputado, em 1994, que a torcida sonhava em retornar à competição e reviver aqueles tempos áureos de Telê Santana e companhia. Quando, em 1999, a CBF criou a Seletiva para a Libertadores, um pequeno torneio eliminatório para decidir quem iria usufruir de uma vaga a mais que a Conmebol tinha fornecido ao Brasil, o são-paulino sonhou acordado. Pelo regulamento, o Tricolor entraria diretamente nas semifinais dessa seletiva e, portanto, precisaria de apenas quatro jogos para voltar ao torneio continental. Porém, o time pegou pela frente, logo de cara, o Atlético-PR, que vinha jogando bem e já tinha passado por duas fases antes, eliminando, em uma delas, o seu maior rival, o Coritiba. Não deu outra: o Atlético-PR atropelou e seguiu firme à final, onde sagrou-se campeão e foi para a Libertadores. O São Paulo precisou esperar mais uns anos para seu grande objetivo, frustrado ainda por ter sido eliminado por um clube sem tradição alguma na competição.

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