Fellype Gabriel precisa jogar contra a ‘Maldição’ da Camisa 30 no Palmeiras; entenda

Palmeiras
Foto: Cesar Greco/ Ag.Palmeiras

Nos últimos anos muito se falou sobre a maldição da camisa 9 na equipe do Palmeiras, que nunca conseguiu engrenar com um grande goleador, desde 2008 quando Alex Mineiro foi artilheiro da equipe com 34 gols, com exceção de Barcos que por um curto período foi capaz de suprir essa ‘seca’ de gols do camisa 9 palmeirense.

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Mas o que não se fala muito é da suposta “maldição” de outra camisa: a de número 30.

O meia Felype Gabriel foi apresentado no Palmeiras na última quarta-feira e usará esse número nas costas. Ele herdará a camisa de Alan Patrick, que chegou ao time ainda nesse ano, mas que já saiu sem deixar saudades. Alan fez 12 jogos e deu apenas duas assistências e não anotou nenhum gol. Foi transferido para o Flamengo e não deixará saudades.

Em 2014 o Palmeiras contratou Bruno César para ser o grande destaque e fazer sombra para o titular Valdívia no meio campo. Chegou do Al-Ahli da Arábia Saudita com status de grande contratação, recebeu das mãos do presidente a camisa 30, mas não correspondeu às expectativas. Foram apenas 20 jogos e 2 gols anotados. Ainda conviveu com algumas lesões que o tiraram de partidas importantes e duas expulsões, uma delas contra o Inter no Beira Rio, que arruinou qualquer chance de redenção do meio campista.

2013 foi a vez de Bruno Dybal usar o número. O garoto que sempre foi elogiado nas categorias de base do verdão teve poucas oportunidades, mesmo com o time jogando a série B do Campeonato Brasileiro. Com raras oportunidades, não anotou nenhum gol e nenhuma assistência. Foi emprestado ao Oeste no mesmo ano e após não atuar em nenhum jogo da equipe do interior paulista, foi devolvido ao Palmeiras no final do ano.

No ano anterior (2012), nenhum jogador vestiu a camisa 30. Muito por causa do jogador que criou o estigma da camisa 30, que antes dele, não havia importância. Um dos maiores heróis que se tornaria vilão da história recente alviverde: Kléber Gladiador.

O jogador não tem números ruins se juntarmos suas duas passagens pelo clube. Foram 119 jogos e 46 gols no ataque palmeirense. Chegou em 2008 emprestado pelo Dynamo de Kiev da Ucrânia e em pouco tempo caiu nas graças da torcida pelo estilo aguerrido e voluntarioso.

Voltou ao clube em 2010 com status de craque e ídolo da torcida, mas os entreveros com o técnico Felipão, as declarações polêmicas sobre o presidente do clube e a descoberta do envolvimento com a torcida organizada do maior rival Corinthians, fizeram a credibilidade do atacante despencar.Sem clima para continuar no verdão, saiu pela porta dos fundos e foi para o Grêmio no final do ano de 2011.

Antes de Kleber, o Paraguaio Ortigoza chegou ao clube ainda em 2009 para vestir a camisa 30. Apesar de ter caído nas graças de parte da torcida, mostrou ser um atacante fraco tecnicamente e nunca conseguiu embalar uma grande sequência, tendo permanecido na reserva por quase toda sua passagem. Somou 42 jogos e apenas 8 gols feitos, até ser transferido no ano seguinte para o Ulsan Hyundai da Coréia do Sul.

Por último um jogador que provavelmente nenhum palmeirense se lembra. Cristiano, que veio por empréstimo do Paraná após ter classificado o time catarinense para a Libertadores de 2007, fez parte do elenco palmeirense naquele ano. Em agosto partiu para o Goiás e evidentemente, não deixou saudades.

Foto: Cesar Greco/ Ag.Palmeiras



Estudante de jornalismo da faculdade FAPCOM, não gostava de assistir futebol até os 12 anos de idade. Mas me apaixonei perdidamente após assistir (meu primeiro jogo europeu) uma partida entre Barcelona x Sevilla em 2003. Sou daqueles que acreditam que o futebol não é apenas esporte, mas acima de tudo é paixão, religião, cultura, história e arte. Apoio o 4-3-3.