Após perder 100 milhões, ex-jogador da NBA vai trabalhar em cafeteria

Vin Baker, ex-atleta do Los Angeles Clippers e campeão olímpico de 2000, perdeu toda sua fortuna após 9 anos de sua aposentadoria da maior liga de basquete do mundo, a NBA. Para sustentar sua família, o jogador agora está sendo treinado para ser gerente de um Starbucks e vê na ocasião a chance para dar a volta por cima: “O show tem que continuar”, em entrevista ao Providence Journal.

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Com uma carreira promissora, sendo escolhidos entre os 10 primeiros durante o Draft de 1993, Vin atuou numa das épocas mais fortes da NBA, e durante os treze anos que jogou – sendo 6 pelo SeattleSupersonics e dois pelo maior campeão da história, o Boston Celtics, enfrentou jogadores como Vince Carter, Ray Allen, Kevin Garnett entre outros, que o ajudaram na conquista do Ouro nas Olimpíadas de 2000. Contudo, suas atividades foram interrompidas precocemente após ser diagnosticado com um caso de alcoolismo crônico.

Após perder tudo, Baker agora se encontra numa pequena cidade no estado de Rhode Island, treinando para assumir o cargo de gerente numa franquia da cafeteria “Starbucks”. O fato se deve ao CEO do Starbucks, Howard Shultz, ex-dono da Seattle SuperSonics, time da NBA no qual Vin Baker teve seu auge na liga norte-americana. Foi ele quem ofereceu o emprego ao seu ex-jogador.

Em 2006, quando parou definitivamente após não conseguir se firmar em clube algum, suas aventuras financeiras e amigos ocasionais, que estavam interessados apenas em seu dinheiro, além do excessivo uso do álcool, o faliram. E através da oportunidade oferecida por seu ex-chefe é que Vin Baker quer sustentar seus quatro filhos, que vieram de um casamento recente.

E o campeão Olímpico não vê a falência como um fracasso, e sim como uma oportunidade de dar a volta por cima. “Eu preciso pegar a história e mostrar que eu posso me redimir. Se eu usar minha notoriedade da maneira certa, a maioria das pessoas vão apreciar que esse cara só quer se redimir na vida”, disse o jogador.

Por estar querendo dar a volta por cima, o Milwaukee Bucks, seu primeiro time da NBA o chamou para comandar um campo de treinamento, que aconteceu em Las Vegas, onde exploraram a experiência negativa do ex-jogador para que as novas promessas não sigam o mesmo caminho, uma vez que desde o início, já ganham milhões. “Hoje eu vejo jogadores que são as quartas opções em suas equipes com contratos de US$ 60 milhões. Eu me pergunto se alguém da direção do clube leva em conta os desafios que tanto dinheiro traz”, diz.

O atleta ainda complementa: “Em muitos casos, quanto mais dinheiro, mais problemas. Os times profissionais precisam pensar nos desafios de se ter tanto dinheiro nas mãos. Para mim, foi um problema.”, alerta o atleta que sofreu muito após falir e perder sua casa, junto a um restaurante e outro negócio que era sócio.

Para Vin, os jogadores devem ter pessoas confiáveis por perto, para que possam lhe aconselhar o que fazer com o dinheiro – a afirmação se deve pois Vin processou seu contador, que não desempenhou seu cargo dignamente-, e que pensem como se fossem operadores de caixa no Starbucks, valorizando assim o dinheiro que ganham. “Meu Salário aqui eu sei exatamente pra onde vai”, salienta.

E finaliza a entrevista dizendo que para ele, é um orgulho trabalhar no Starbucks: “O mais provável é que minha história terminasse em cadeia ou morte. Encontrar forças para andar para cá e ficar animado sobre vendas na Starbucks para prover para minha família, eu acho mais heróico que ser um jogador de 2,11 metros que faz movimentos complicados. Eu tiro energia quando acordo de manhã e, primeiro, sei que não dependo do álcool, e não tenho vergonha de assumir que eu tenho uma família para cuidar. O show precisa continuar”, finaliza o ex-jogador da NBA e medalhista olímpico

Crédito da foto: Divulgação/BucksTV
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Jornalista em formação no Mackenzie, estagiário do Torcedores.com e fotógrafo. Fanático por basquete, tênis, surf, futebol e futebol americano.