Atlético sofre, conquista título da Recopa e se despede de Ronaldinho; relembre

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Há quase um ano, no dia 23 de julho de 2014, o Atlético reconquistava a América. Na véspera de completar o primeiro aniversário da conquista da Libertadores, o alvinegro de Belo Horizonte repetiu o filme na decisão da Recopa, diante do Lanús. Com sofrimento, na base do “eu acredito” e com um maestro no meio de campo, o time de Levir Culpi alcançou o feito inédito. O Torcedores relembra como foi o épico momento.

Quase um ano antes da final da Recopa, exatamente no dia 24 de julho de 2013, o Atlético conquistava seu momento máximo no futebol, ao celebrar o título da Libertadores, de forma inédita, diante do Olímpia, no sofrido 2 a 0, no Mineirão e o grito de campeão saindo nas cobranças de pênaltis. Na arquibancada do estádio, mais um capítulo da saga “eu acredito”, iniciado la nas quartas de final, diante do Tijuana, no pênalti defendido com o pé esquerdo santo, de Victor.

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Em 2014, o palco do sofrimento e mais tarde, da celebração da conquista, foi o mesmo, o Gigante da Pampulha. O time, com poucas mudanças em relação há um ano antes. Bernard havia deixado a equipe e Maicosuel foi titular em seu lugar. Na lateral esquerda, Emerson Conceição ocupou a vaga de Júnior César, já tinha novo comando, de Levir Culpi. O futebol, não empolgava tanto quanto o da era Cuca, mas o sofrimento, a luta da equipe em campo era bem parecido.

O cenário inicial da final da Recopa era um pouco diferente do vivido por time e torcida na Libertadores. No primeiro jogo da decisão do torneio de 2014, o Atlético havia vencido por 1 a 0 na Argentina. Em 2013, a equipe sempre voltou derrotada por 2 a 0 e com a pressão de precisar reverter o resultado diante do seu torcedor.

Apesar da vantagem no confronto, o clima do Mineirão era parecido com o da Libertadores, confiança na conquista inédita. Certeza essa, que aumentou com o gol de Diego Tardelli, nos minutos iniciais do duelo, após cobrança de pênalti. Apenas um 3 a 1 tiraria a conquista atleticana. A confiança, porém, rapidamente começou a ser abalada, com o empate do Lanús, exatos dois minutos após o placar ser inaugurado, Ayala assustou aos torcedores na arquibancada.

O gol de empate transformou a partida, da tranquilidade para o susto e o sofrimento. Santiago Silva, o centroavante trombador, mas forte, virou o duelo a favor dos argentinos, em lance confuso na área atleticana. A virada voltou a colocar um filme de terror na cabeça do torcedor atleticano, que se apoiou em um mantra criado um ano antes, o “eu acredito”, que passou a ser invocado no Mineirão, como havia acontecido na decisão da Libertadores, no mesmo estádio, com os mesmos alvinegros desde criança.

A resposta, em tom de alívio, veio rápido e embalado pela torcida. Maicosuel, o substituto de Bernard, empatou o jogo, em jogada de Marcos Rocha, que um ano antes, havia ficado de fora da decisão da Libertadores, suspenso. O segundo tempo transcorria com pressão argentina, mas vantagem mineira no confronto. Porém, com o drama já corriqueiro na história do Atlético, Acosta fez o 3 a 2, aos 48 minutos do segundo tempo, levando o jogo para a prorrogação.

Prorrogação esta, que já não contava mais com Ronaldinho Gaúcho em campo. O jogador foi substituído por Levir Culpi e deixou o campo se despedindo da torcida atleticana, claramente insatisfeito com a opção do treinador. Os gestos com as mãos, significaram o fim da passagem do jogador com a camisa alvinegra.

Mas como obra do destino e com o vento a favor de Levir Culpi, o substituto do camisa dez, Luan, o doidinho da torcida, entrou no jogo e mudou a história da partida. Jogando pelas pontas, com velocidade, o atacante criou boa oportunidade de gol, ao cruzar bola na área. Gómez, atrapalhado e assustado com o “eu acredito” que vinha da arquibancada, mandou para o próprio gol, decretando o empate, 3 a 3, no placar.

O Lanús ainda partiu para o ataque, no suspiro final. Mas quem marcou foi o Atlético, ou melhor, o time argentino, em novo gol contra, desta vez de Ayala, que se atrapalhou todo com o goleiro Marchesín e mandou, de cabeça, para as próprias redes, tento este, definindo o duelo, o título atleticano, que mais uma vez escreveu o nome do clube na América, no Mineirão e nos livros de sofrimento e viradas alvinegras.

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*Crédito das fotos: Bruno Cantii/ Site oficial Atlético



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