Como Ronda Rousey chega para defender o cinturão pela sexta vez no UFC

Divulgação UFC/Getty Images

Falou-se em UFC feminino hoje, não dá para pensar em outra lutadora que Ronda Rousey. Última campeã peso-galo do Strikeforce, a norte-americana manteve sua soberania no UFC. Foram necessárias quatro lutas para que o público realmente conhecesse esse fenômeno da modalidade entre as mulheres. No próximo sábado, a lutadora de 28 anos defenderá o cinturão pela sexta vez no Ultimate e agora o fará em solo brasileiro contra a arquirrival Bethe Correia, com quem vem trocando farpas há um bom tempo.

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O estilo de Ronda é característico de uma atleta que passou muitos anos no judô. Filha de AnnMaria de Mars, primeira judoca norte-americana a conquistar um campeonato mundial, em 1984, a atual campeã do UFC disputou duas edições das Olimpíadas – em Atenas/2004 e Pequim/2008, quando conseguiu o bronze na categoria até 70kg. Um ano antes, derrotou Mayra Aguiar na final dos Jogos Pan-Americanos do Rio de Janeiro.

Desde que começou a lutar no UFC, em 2013, Ronda não dá qualquer brecha para suas oponentes, principalmente pela técnica de queda aprendida no judô. A “arm lock” (ou chave de braço, no português) tem sido o pesadelo das rivais. Liz Carmouche e Miesha Tate caíram na armadilha da campeã, sendo que a última chegou a durar dois rounds antes de desistir.

Nas últimas três lutas, todavia, Ronda calou os críticos que pediam maior versatilidade da lutadora. No UFC 170, em fevereiro de 2014, a americana conseguiu seu primeiro nocaute contra Sara McMann após uma joelhada no fígado da adversária.

Na sequência, cinco meses depois, Alexis Davis durou apenas 16 segundos no octógono quando Ronda a derrubou e desferiu soco atrás de soco até que o árbitro encerrasse a luta. Em fevereiro deste ano, mais um rápido desfecho contra a então invicta Cat Zingano. Ronda só levou 14 segundos para acabar com qualquer risco de perder o cinturão.

No próximo sábado, Ronda deverá ter sua maior rival, não apenas pela também invicta Bethe Correia, mas pelo teor pessoal que se transformou o UFC 190. Para a americana, Bethe passou dos limites nas provocações e, por isso, quer que a paraibana sofra bastante no chão da HSBC Arena.

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Foto: Divulgação UFC/Getty Images



Esportista de hobby, mas jornalista de profissão. Trabalhou como repórter do O Estado de S. Paulo, Revista TÊNIS. Tênis Virtual e CurtaTÊNIS em coberturas nacionais e internacionais de grandes eventos.