Conheça um pouco mais de Ingrid Oliveira, esperança do Brasil nos Saltos Ornamentais

Após o sucesso repentino nos jogos Pan-Americanos, Ingrid de Oliveira, 19 anos, atleta olímpica do Fluminense e de Niterói, participou de sua primeira competição de nível mundial, o Mundial de Saltos Ornamentais de Kazan. A jovem atleta ficou conhecida pelo seu talento e beleza, superando traumas como a perda da mãe e o medo de altura.

Ingrid conseguiu a chance de disputar o Pan de Toronto depois de faturar a medalha de ouro no Troféu Brasil de Saltos Ornamentais, a vitória deu a ela a chance de disputar o seu primeiro mundial, cujo foi disputado nesta quarta-feira. No Pan, a jovem brasileira já estava lisonjeada e ansiosa pela disputa. “Nunca competi com adversárias tão boas como agora, algumas meninas que estão aqui competiram na Olimpíada de Londres”, disse a morena em entrevista à Folha de S.Paulo, se referindo a competidoras de Canadá, México e Estados Unidos.

Antes de se iniciar o Pan, a morena já fazia sucesso, após postar uma foto de sua sessão de treinos no Canadá, ela recebeu diversos elogios, porém, recebeu diversos comentários machistas, o que lhe causou constrangimento. “Fiquei horrorizada. Do nada, começou a aparecer um monte de homens que nunca vi na vida comentando absurdos na minha foto”, desabafou em entrevista à UOL.

No Pan, a jovem brasileira estava blindada pela delegação, devido a grande repercussão da foto, os membros da delegação acharam melhor focar apenas no importante, na competição. Competição que começou mal para a brasileira, em seu quarto salto na competição individual na plataforma de 10 m, Ingrid errou e caiu de costas na água, o suficiente para a brasileira desmoronar em choros, porém, ela havia mais uma chance, o quinto salto, foi bem (266,70) e conseguiu se classificar para a final, que seria disputada no dia seguinte.

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Ingrid saiu fortalecida, mas não em condições de falar com a imprensa na área mista, então, sua treinadora saiu em sua defesa. “Isso não tem nada a ver. Colocaram ela na mídia, lá em cima, como musa. Já falei com ela para parar com esse negócio de internet. Ninguém proíbe nada, ela pode se divertir, pode brincar, mas tem de prestar mais atenção porque temos um objetivo olímpico. Ela sempre faz foto, no Fluminense, no Mundial Juvenil. O Instagram dela não tem nada demais… E o material de trabalho dela é o corpo dela, é o maiô. Então ela salta de maiô. Se coloca foto, dizem que ela está se expondo. E o vôlei, de shortinho? E a natação, de maiô? Selfie é moda. Mas aqui gerou um… Se isso atrapalhasse, ela erraria todos os saltos, mas não atrapalhou”, disse, Andreia da Silva, ao GloboEsporte.com.

Na competição individual, Ingrid não conseguiu trazer a tão sonhada medalha para casa, mas não se abateu e dois dias depois, com ajuda de Giovanna Pedroso, conseguiu a prata nos salto sincronizado, na plataforma de 10m e como Ingrid publicou em seu Instragram “Prata com sabor de ouro”

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Em entrevista para o jornal O Estado de S.Paulo, Ingrid contou que ficou abalada com as criticas que sofreu no início do Pan “Quando eu zerei o salto, várias pessoas falaram besteiras como: ‘Isso é culpa da internet, como a família dela deixa postar isso?’ As pessoas não sabem da minha história e ficam me julgando. Isso me deixou triste”. Sua mãe faleceu há três anos, e sua ausência ainda deixa marcas, a própria treinadora, Andreia Boheme, admitiu para o R7 que dá uma atenção especial a atleta para tentar suprir a ausência da mãe.

Outro problema que ela teve que superar foi seu medo de altura. Tudo começou quando ela viu sua irmã, Érica, treinando saltos ornamentais, e por sempre viver um ‘clima de competição’ na família, ela seguiu seus passos no esporte. Ingrid apenas observava e pelo medo da altura chegou até cogitar a fazer nado sincronizado, o que não deu certo.

Nesta quarta-feira, Ingrid disputou sua primeira competição a nível mundial, o Mundial de Kazan, eram 35 atletas de 24 países, a brasileira terminou apenas na 27ª colocação, mas alegou o cansaço e a falta de treino como o principal motivo para a colocação. “A competição é muito longa e o tempo de espera entre os saltos atrapalha. Mas sei que poderia ter feito melhor. Mas aqui estavam as melhores do mundo. Não consegui treinar o meu salto novo e escolhemos fazer um que é mais seguro, mesmo sendo de dificuldade mais baixa”, comentou ao site da Confederação Brasileira de Desportos Aquáticos.

Agora, Ingrid vai buscar na Copa do Mundo, que será disputada no Rio de Janeiro, a sonhada vaga para os jogos Olímpicos de 2016 e todos nós torcemos para que ela tenha um excelente desempenho e possa representar o Brasil da melhor forma possível nas Olimpíadas.

Fotos: Reprodução Instagram



Jornalista em formação. Fanático por esportes, principalmente futebol. Vivo em busca de desafios e oportunidades que a vida me proporciona.