Dida, o baiano multicampeão pelo Vitória, Cruzeiro, Corinthians e Milan

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Natural de Irará, na Bahia, Nelson de Jesus Silva, o goleiro Dida é um dos atletas brasileiros com mais títulos no currículo. Foi ídolo no Vitória, Cruzeiro, Corinthians e Milan. Hoje, aos 41 anos defende o Internacional, porém, não tem sido aproveitado pelo técnico Diego Aguirre.

Dida iniciou a carreira nas categorias de base do CSA-AL, tendo também passagem pelo Cruzeiro-AL. Em 92, retornou para o estado natal e então se profissionalizou pelo Vitória, sendo no mesmo ano campeão estadual. Em 93, levou o rubro-negro a um surpreendente vice-campeonato brasileiro. Na final, sucumbiu ao forte Palmeiras.

Em 94, chegou ao Cruzeiro, onde começou a rechear o currículo com grandes títulos, entre eles quatro do Campeonato Mineiro (94, 96, 97 e 98), a Copa do Brasil de 96 e a Copa Libertadores de 97. O sucesso na Raposa lhe rendeu a primeira convocação para a seleção brasileira para disputar a Copa América de 97. Foi medalhista de bronze nas Olimpíadas de Atlanta em 96 e  reserva na Copa do Mundo de 98.

Em 99, Dida se transferiu ao Corinthians e logo caiu nas graças da Fiel. A sua maior atuação ocorreu na semifinal do Campeonato Brasileiro, quando defendeu duas cobranças de pênalti de Raí e levou a equipe à final da competição. Além do título brasileiro de 99, Dida faturou o Mundial de Clubes de 2000.

O arqueiro foi negociado com o Milan em 2000, onde ficou até 2011. Foi emprestado ao Corinthians em 2002, onde voltou a conquistar títulos: o Torneio Rio São Paulo e a Copa do Brasil.

O goleiro de temperamento frio voltou ao time rossonero e conquistou o Campeonato Italiano (2003/2004), duas Super Copas Europeias (2003 e 2007), duas Ligas dos Campeões (2002/2003 e 2006/2007) e o Mundial de Clubes (2007). Na final da Liga dos Campeões de 2002/2003, pegou três cobranças de pênaltis contra a Juventus. Dida foi titular da seleção brasileira na Copa do Mundo de 2006, na Alemanha. Pelo escrete canarinho, conquistou a Copa América de 99 e duas Copas das Confederações (1997 e 2005).

Em julho de 2011, o jogador oficializou a sua saída do Milan e deu um tempo na carreira. Em maio do ano seguinte, ele se aventurou no futebol de areia e acertou com o Milan para disputar o Mundialito.

Pouco tempo depois, o baiano voltou aos gramados aceitando convite da Portuguesa. Em 2013, o Grêmio anunciou a sua contratação. Pelo Tricolor voltou a provar a sua fama de grande pegador de pênaltis. Defendeu três cobranças contra o ex-clube, Corinthians, nas quartas de final da Copa do Brasil de 2013. Ao final da temporada não teve o contrato renovado e assinou vínculo com o arquirrival Inter.

Iniciou a sua trajetória no Inter como titular, mas perdeu espaço em 2015 após sofrer lesão no joelho. Nem tem sido relacionado pelo técnico Diego Aguirre e esteve próximo de se transferir para o Coritiba no primeiro semestre. Pelo Colorado, conquistou dois Campeonatos Gaúchos (2014 e 2015).

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Rafael Alaby é jornalista diplomado pela FIAM (Faculdades Integradas Alcântara Machado), com passagens pela Chefia de Reportagem de Esportes, da TV Bandeirantes, em São Paulo e site KiGOL. Pós-graduado em Jornalismo Esportivo e Negócios do Esporte (FMU)