Japão em busca do bicampeonato da Copa do Mundo Feminina para consagrar geração

Japão. Foto: FIFA.com

A equipe japonesa chega para a sua segunda final seguida de Copa do Mundo Feminina, com a mesma geração de 2011. Encontrando dificuldades no ataque, a equipe marcou poucos gols na edição de 2015, mas tem em sua defesa uma poderosa arma que pode complicar a vida dos EUA, e de quebra, coroar uma campanha invicta.

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As japonesas não tiveram um caminho muito difícil para chegar à final da Copa do Mundo Feminina, enfrentando equipes que surpreenderam na competição, como Inglaterra e Noruega. Mas sem dúvidas, o grande desafio será justamente na final, reeditando 2011, quando venceu sua primeira Copa diante dos EUA.

Na fase de grupos, o Japão não encontrou grandes dificuldades diante de Suíça, Camarões e Equador, vencendo todas as suas três partidas por um gol de diferença. Controlando sempre a posse de bola, em um estilo pragmático de jogo, as japonesas avançaram para o mata-mata para enfrentar a Holanda.

A grande partida da Nadeshiko durante a competição foi contra a Holanda, quando na vitória por 2 a 1, o Japão demonstrou seu entrosamento e o futebol que levou a equipe asiática ao topo do futebol mundial, consagrando as japonesas como uma verdadeira potência.

Nas quartas, diante de uma surpreendente Austrália, a equipe do Japão enfrentou dificuldades, mas com um gol de Iwabuchi no fim, garantiu sua sequência no torneio, continuando seus 100% de aproveitamento. Nas semis, diante da Inglaterra, outra partida que só foi definida nos últimos momentos, com um gol contra da inglesa Basset, fazendo com que a Nadeshiko chegue a sua segunda final consecutiva.

PONTO FORTE: Comandada por Norio Sasaki, a Nadeshiko (como é conhecida a seleção japonesa) tem até aqui uma campanha invicta na Copa do Mundo Feminina. Mais que isso: venceu todas as suas partidas na competição. Dona de uma forte defesa, a equipe do Japão tem feito poucos gols, mas é a defesa que faz a diferença. Um dos principais setores japoneses sofreu apenas 3 gols em 6 partidas, e terá seu grande teste na final contra os EUA.

PONTO FRACO: Sem dúvidas, o setor deficiente das japonesas para a final é o ataque. A pouca artilharia durante a competição quase complicou alguns jogos, e a falta de uma atacante de referência pode pesar contra a Nadeshiko diante dos EUA, que tem a melhor defesa da competição, levando apenas um gol.

Com Ogimi e Ohno na frente, a seleção fez apenas 9 gols em 6 jogos, tendo o Japão vencido as suas partidas sempre pela diferença mínima de um gol. Em 2011, um desempenho parecido, porém melhor do que o deste ano ajudou no título, eliminando grandes potências do futebol mundial, mas em 2015, inegavelmente, as japonesas enfrentaram adversárias menos tradicionais.

CRAQUE: A grande craque até aqui tem sido a capitã Miyama, que tem comandado o setor de criação no meio campo, mostrando qualidade nos passes. A meia do Okayama Yunogo Belle liderou a equipe em 2011, na Copa do Mundo, e em 2012, na campanha medalha de prata das Olimpíadas.

Com 30 anos, Miyama ainda deve jogar a Copa de 2019, na França, podendo mais uma vez liderar a Nadeshiko, sempre com muita habilidade demonstrada em seus 155 jogos pela seleção, com 38 gols.

Em clima de despedida, Homare Sawa fará sua última partida em Copas do Mundo contra os EUA, já que com 36 anos, a meia anunciou que seria seu último jogo pela Nadeshiko em Mundiais. Com 204 aparições e 83 gols, Sawa não teve a atuação que a levou ao prêmio de melhor do mundo em 2011, mas é peça importantíssima na liderança da equipe, apesar de não levar mais a braçadeira de capitã.

Sawa não fez nenhum gol nesta edição, mas ficará eternizada pela sua imagem levantando a taça de 2011, e por uma geração aguerrida das japonesas, que tem em seu jogo tático e voluntarioso sua arma mais forte, tendo regularidade, seja jogando contra uma potência como os EUA, ou contra uma seleção menos tradicional, como o Equador.

RETROSPECTO NA COMPETIÇÃO:

JAPÃO 1 X 0 SUÍÇA (FASE DE GRUPOS)

JAPÃO 2 X 1 CAMARÕES (FASE DE GRUPOS)

EQUADOR 0 X 1 JAPÃO (FASE DE GRUPOS)

JAPÃO 2 X 1 HOLANDA (OITAVAS DE FINAL)

AUSTRÁLIA 0 X 1 JAPÃO (QUARTAS DE FINAL)

INGLATERRA 1 X 2 JAPÃO (SEMI FINAL)

 



Estudante de Jornalismo na UFPE, fã de esportes, apaixonado por futebol mas também rugby e futebol americano.