Jordan Mugen-Honda 198 – O mais belo carro da F1

Fonte: Cahier Arquive

Lembro-me como se fosse ainda ontem, eu era uma criança diferente da maioria, não ligava (como não ligo até hoje) para futebol e sim para corridas. Se houvesse ronco de motor passando na televisão, lá estava eu, plantando em frente a telinha.

Acompanho F1 há muito tempo. Nasci em 1988, então, acredito que assisto corridas desde 1993, pois tenho vagas lembranças de ouvir nomes como Senna, Mansell, Prost, sendo pronunciados pelos narradores.

Acompanho o esporte puramente por prazer, e nunca tive um piloto para qual torcesse ferrenhamente. Claro em épocas de pilotos brasileiros em equipes grandes tais quais Rubinho na Brawn e Ferrari, Massa na Ferrari e agora na competente Williams existe um “quê” de patriotismo, mas sempre preferi assistir e apreciar do que torcer por alguém.

O entendimento de F1 para mim começou após a era que o Brasil brilhou na categoria no que diz respeito a vitória de campeonatos. Dessa forma, me identificava com pilotos que não eram brasileiros e tampouco disputavam pódios. Até que em 1998 fui ao meu primeiro (e único) GP de F1 em Interlagos. Um carro e um piloto me chamavam atenção: Damon Hill e sua Jordan Mugem-Honda 198. Era para mim o carro mais lindo da categoria.

Talvez pelo amarelo e preto, e o formato de abelha no bico, não sei, para mim a Jordan de 1998 é o carro mais lindo da F1. Talvez a Brawn GP chegue um pouco próximo disso.

Na temporada de 1998, justamente com Damon Hill, a Jordan venceu pela primeira vez na categoria, com direito a dobradinha com Hill e Ralf Schumacher no caótico GP da Bélgica. Foi o melhor campeonato da equipe até então.

Em 2014 o carro vencedor do GP da Bélgica (o mais bonito da história da F1) foi vendido e a verba foi repassada para ajudar instituições que tratam pessoas com câncer.

A saudade dos anos 90 na F1 é algo que bate forte nos fãs da categoria. Que 2017 chegue logo e traga um temporal de mudanças para quem sabe tornar a F1 mais atrativa e divertida como era antes.



Serranegrense de 26 anos. Diferente da maioria dos escritores,não sou jornalista formado, e sim cientista, detalhe esse que não diminui minha paixão pela escrita automobilística. Apaixonado por esportes à motor desde criança, se há corrida passando na TV, paro pra assistir independente do que tenho pra fazer. F1, F-Indy, Motogp, Stock Car, Formula-E.