Juninho Pernambucano e Monumental

Antonio Augusto dos Reis Junior, também conhecido como Juninho Pernambucano, é certamente um dos jogadores nordestinos que mostraram ao brasil e ao mundo como se joga bola de maneira técnica, eficiente e encantadora.

O ex-atleta e atual comentarista da TV Globo nasceu em Recife (PE) no dia 30 de janeiro de 1975 e começou sua carreira no Sport Recife, em 1991 e ele já exibia diferenciais em relação a média dos jogadores brasileiros. Mesmo já jogando futebol, ele conseguiu aprovação para o curso de Administração de Empresas.

Como profissional, sua trajetória começou em 1993, no mesmo Sport e ajudou o rubro-negro a se sagrar campeão estadual e do Nordeste, em 1994. No Leão da Ilha do Retiro, ele disputou 89 jogo e anotou 27 gols. Claro que seu talento chamaria a atenção de outros centros no Brasil, mas um clube em particular fez proposta e ela foi aceita no ato, o Vasco. Desde a sua chegada ao clube, Juninho se destacou pelo refinado futebol e pelas cobranças de falta.

Contra o River Plate, sensacional. Gol de Juninho Monumental!

Em São Januário, ele esteve presentes nos maiores momentos do clube. Dentre eles se destacam o título brasileiro de 1997, mas a Libertadores de 1998 ocupa um lugar especial no coração da torcida do cruzmaltino. No jogo da volta na semifinal daquele ano, disputado no estádio Monumental de Nuñez, o jogo estava 1 a 0 para o River e forçaria a decisão da vaga para a final nos pênaltis, mas uma cobrança de falta perto do fim do jogo empatou a partida e classificou o Vasco para a decisão contra o Barcelona de Guayaquil (ECU). Em dezembro, ele marcou o gol do Vasco no jogo contra o Real Madrid (ESP), mas o time brasileiro foi derrotado pelo espanhol por 2 a 1.

Ele também esteve nas conquistas da Mercosul de 2000, inclusive jogou o famoso jogo da virada para 4 a 3 no Palestra Itália em cima do Palmeiras e conquistou a Copa João Havelange do mesmo ano, fazendo um dos gols na final. Nesta passagem foram 400 jogos e 80 gols.

De Reizinho da Colina a Imperador de Lyon

O talento dele chamou a atenção do treinador do time à época, Jacques Santini e chegou ao clube em 2001. Apesar do elenco não ser dos mais estelares da França, Juninho comandou o clube na conquista do primeiro título nacional do Lyon e depois deste, vieram mais seis triunfos consecutivos, que o credenciaram à convocação para a Copa do Mundo de 2006, disputada na Alemanha. Ao todo foram 344 jogos e 100 gols no time, do qual é considerado como o maior ídolo da história.

Ele ainda atuou o Qatar, defendendo o Al-Gharafa, clube que também já teve Fernandão vestindo sua camisa. No clube do Oriente Médio ele faturou os títulos da Qatar Stars Cup, do Campeonato Catarino e da Qatar Prince Crown Cup. Lá fez 77 jogos e guardou 17 gols.

Mesmo longe, Juninho nunca escondeu que queria voltar ao seu clube de coração, o Vasco e em 2011 e seu reencontro com o time se deu logo após a conquista da Copa do Brasil daquele ano. Ele reestreou contra o Corinthians e seguiu no time até o fim de 2012, destacando-se nas campanhas da Sul-Americana e do Brasileiro de 2011, bem como na Libertadores de 2012. No entanto, ele foi seduzido por uma oferta do New York Red Bulls

Em parte de 2013, ele defendeu a equipe ligada a marca de bebidas energéticas, mas o mau relacionamento com o treinador do time o levou a deixar os Estados Unidos e regressar ao Vasco.

Em sua terceira e última passagem pelo cruzmaltino, e fez apenas 20 jogos. Sua passagem foi truncada devido a problemas musculares e no dia 29 de janeiro de 2014, o então presidente do clube, Roberto Dinamite, anunciou que o atleta estava pendurando as chuteiras.

Chegava ao fim da carreira do meia de toques cerebrais na bola, sempre colocando companheiros na cara do gol e que fez tentos que marcaram os fãs do futebol.

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