McLaren “caixinha de cigarro”: meu carro favorito da Fórmula 1

1989: Ayrton Senna of Brazil in action in his McLaren Honda during the United States Grand Prix at the Phoenix circuit in Arizona, USA. Senna retired from the race with electrics problems. Mandatory Credit: Pascal Rondeau/Allsport

Gosto de Fórmula 1. E, mais do que por pilotos, torço por equipes. Uma delas, em especial: a Ferrari, por causa das origens italianas da minha família e por achar a cor vermelha, vibrante, dos carros da escuderia, muito bonitos. Mas nenhum carro feito pela Ferrari conseguiu se tornar o meu favorito. A McLaren, uma das grandes rivais da Ferrari na Fórmula 1, sim.

Não é uma McLaren qualquer, longe disso. Mas sim o modelo que ficou famoso pelos diversos títulos do time britânico nos anos 70, 80 e 90: a McLaren “caixinha de cigarro”, como ficaram conhecidos os modelos da escuderia com o patrocínio dos cigarros Marlboro.

Impossível não associar este modelo com o tricampeonato de Ayrton Senna em 1988, 1990 e 1991. Difícil não se recordar dos três títulos de Alain Prost em 1985, 1986 e 1989; do último campeonato conquistado por Niki Lauda, em 1984; pelo título heróico de James Hunt em 1976 – em cima do próprio Lauda, que na época estava na Ferrari – e da conquista histórica de Emerson Fittipaldi em 1974, a primeira do Brasil na categoria.

A minha ligação com o carro é meramente emocional, estética, esportiva. Nada técnica – tanto é que, para mim, não há uma McLaren Marlboro mais bonita do que outras; todos os modelos são bonitos e representativos. Nem me atenho à diferenças pontuais. É a pintura, aquela caixa de cigarro sobre rodas, que me lembra um tempo em que a Fórmula 1 era mais passional e mais “romântica”. Mais competitiva.

Não sou fumante, logo, não há fumaça envolvida. Apenas lembranças de alguém que viu o finzinho da carreira de Ayrton Senna, pela própria McLaren e pela Williams. E que teve um carrinho de brinquedo da McLaren Marlboro, o brinquedo “xodó” da infância.

Crédito da foto: Getty Images



Jornalista, editor do Torcedores.com. Passagens pelos jornais Metro, O Estado de S. Paulo, Jornal da Tarde, Marca Brasil, Agora São Paulo, Diário de S. Paulo e Diário do Grande ABC.