Arthur Maia é mais um meio de campo a deixar o Flamengo

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O futebol brasileiro há tempos não vai bem das pernas. O fracasso e o vexame vivenciado na Copa do Mundo demonstraram a necessidade urgente de uma reestruturação no nosso futebol. E convenhamos que isso não deve ocorrer tão cedo.

Uma dessas razões é a falta de profissionalização, olhar mais cuidadoso para os jovens jogadores que surgem, entre outras coisas. Por exemplo, a carência de bons jogadores no setor de meio-campo é impressionante. Os clubes não conseguem se desvencilhar da questão do futebol força. Desde a Copa de 1994 é assim. O Brasil infelizmente abriu mão da forma que atuava nas conquistas que vieram até então. Era uma época de grandes meias e gênios da bola. Cada equipe contava no mínimo com dois jogadores com características de camisa 10.

Hoje a história nos mostra que vale mais para a maioria contar com ótimos volantes, que além de marcar sabem sair jogando, do que com um jogador com características de um camisa 10 por natureza.

O Flamengo é uma prova disso. Faz tempo que o clube não consegue esse “cara”. Sem entrar muito no mérito, mas o clube apostou em alguns nomes até valiosos como o de Ronaldinho Gaúcho, depois investiu na promessa Carlos Eduardo e não conseguiu resolver o problema.

O rubro-negro, inclusive, recentemente perdeu mais uma aposta – Lucas Mugni foi para o Newell’s Old Boys. Fora o argentino também chegou para tentar assumir a função nomes como o de Almir, Alan Patrick e na semana passada a maior aposta, Ederson.

Você pode estar se perguntando. E o Arthur Maia? Pois é, hoje esse que era uma das principais apostas se despediu da Gávea. A camisa, de fato deve ter pesado para o jovem de 22 anos. Apesar de ter tido poucas chances, apenas 22 partidas, marcado dois gols, ele não engrenou. A certeza de que não seria utilizado culminou com o pedido de retornar ao Vitória, da Bahia, antes do término de seu contrato, firmado até o final do ano.

Mas tudo indica que o retorno de Arthur Maia ao rubro-negro baiano, onde tem contrato até 2017 será apenas de passagem. O seu empresário Antonio Gustavo afirmou que o destino do meia será o Japão, na equipe do Kawasaki Frontale.

Vamos aguardar, mas qualquer que seja a equipe, a torcida é para que Maia dê certo e volte a jogar o seu bom futebol.

Até a próxima!

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Sou formado em Publ & Prop, jornalismo e rádio. Trabalhei em grandes empresas do ramo de serviços e desde 2003 atuo na área esportiva. Fiz parte da equipe da rádio Record e rádio USP, onde criei, produzi e apresentei 2 programas esportivos. Coordenei o principal programa jornalístico da rádio Estadão ESPN. Atualmente atuo na área comercial.