O dia em que tive a certeza de que o sentimento nunca ia parar

Conforme os anos vão passando e fica cada vez maior a distância para 2008, a sensação que ainda tenho é de que o dia 7 de dezembro daquele ano foi ontem. A importância daquele dia na minha cabeça não é pelo fato em si, o primeiro rebaixamento do Vasco, mas sim pela certeza que tive: de que o sentimento nunca ia parar.

Qualquer vascaíno que foi à São Januário naquele dia sabia que voltar de lá sem estar na 2ª Divisão era extremamente difícil, até mesmo para o time da virada. Não dependia apenas de nós, mas também de nosso maior rival que, é claro, não nos ajudaria vencendo o Atlético-PR em plena Arena da Baixada.

O Vasco, como todos sabem, enfrentava um ótimo time do Vitória, treinado por Vagner Mancini. Precisávamos, antes de tudo, vencer o Rubro-Negro baiano, porém, não conseguimos. O resultado de 2 a 0 não nos rebaixou, apenas confirmou o que sentíamos, assim como a cena de um torcedores tentando se jogar da cobertura do Caldeirão não doeu tanto quanto ver Edmundo sair de campo aos prantos, junto com outro ídolo dos anos 90, Pedrinho.

O rebaixamento para a Série B, que infelizmente foi o primeiro de dois em 5 anos, foi doloroso, contudo, também foi a prova real de uma dúvida que muitos torcedores sentem em determinados momentos: até onde vai o amor por um clube de futebol? No meu caso, e dos milhões de vascaínos que sobreviveram àquela hecatombe, esse sentimento nunca vai parar.

Nunca houve uma dor como aquela e certamente jamais haverá, porque no dia seguinte, apesar de todas as piadas e até mesmo vergonha por estar na 2ª Divisão, o sentimento foi reforçado, ampliado e eternizado, afinal de contas, isso é Vasco, o time da virada.

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Foto: Getty Images