O drama de Robinho com o sequestro de sua mãe

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Em 2004, em plena disputa do Campeonato Brasileiro, um acontecimento insólito fez com que Robinho, a principal estrela em atividade no país, desfalcasse o Santos por alguns jogos. Não se tratava de uma lesão, sua mãe havia sido sequestrada e libertada apenas após 41 dias de cativeiro. Durante o sequestro Robinho não atuou pela equipe santista, desfalcando a equipe por seis jogos.

Por mais de um mês Robinho acompanhou as investigações e a resolução do caso, sem, no entanto, deixar de realizar os treinamentos. Sem condições psicológicas para ir à campo, Robinho assistia à perseguição do Santos ao Atlético-PR, impossibilitado de auxiliar os companheiros de equipe.

Para dar ainda mais contornos dramáticos à situação, a mãe de Robinho foi libertada dois dias antes da rodada final do Campeonato Brasileiro, com o Santos em plena disputa de título com o Atlético-PR. Especulou-se muito sobre a atuação do jogador, considerando sua condição psicológica e mesmo sua condição física, após tantos dias afastados de partidas oficiais.

Mesmo com a ausência, Robinho permanecia como artilheiro da equipe e entre os três artilheiros do campeonato. A partida decisiva foi disputada no Estádio Benedito Teixeira, o Teixeirão, em São José do Rio Preto.

Ainda em meio à repercussão da libertação da mãe, Robinho foi à campo e o Santos venceu o Vasco por 2×1, o suficiente para abrir três pontos de vantagem sobre o Atlético-PR e garantir a conquista do octacampeonato brasileiro do clube santista. Depois do drama pessoal, Robinho chegava ao seu segundo título no campeonato brasileiro, em ambos assumindo papel crucial.

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