Tênis masculino vive era de “rodízio” na liderança do ranking

Vivemos uma era estranha no tênis masculino. A era de Roger Federer, considerado o melhor tenista de todos os tempos, está cada vez perto do fim. Quando era o número um do mundo, via sua hegemonia ser ameaçada pelo espanhol Rafael Nadal, mas agora o ex-número um no ranking da ATP só vê a distância entre ele e o sérvio Novac Djokovic (foto) aumentar.

Federer é o tenista que mais vezes esteve na liderança do ranking com 302 semanas, sendo 237 dessas consecutivas, a frente de seus oponentes. Um verdadeiro rei das quadras que hoje com seus 34 anos, dificilmente conseguirá voltar ao topo. Principalmente quando seu adversário atravessa por uma excepcional fase.

O atual campeão do torneio de Wimbledon, na Inglaterra, Djokovic parece que continuará por algum tempo na liderança do ranking. Por dificilmente conviver com lesões, as chances de sua hegemonia continuar são grandes.

A safra que o esporte apresenta é de bons tenistas e um alto nível de competitividade. Com grandes nomes no esporte, os Grand Slams estão cada vez mais apresentando igualdade entre seus jogadores.

Quando surgiu, Rafael Nadal parecia ser o futuro sucessor e grande rival de Roger Federer na disputa pelos principais torneios do ano, mas desde o ano passado convive com sérias lesões, principalmente no joelho, e mesmo vivendo uma grande fase, hoje é apenas o 10° colocado no ranking da ATP. Um talento que pode ter sua carreira comprometida e um final antecipado, tal como Guga.

A oscilação de Federer e Nadal abrem espaço para Andy Murray, que mesmo sem conseguir liderar o ranking, sempre consegue ótimos resultados, tanto em Masters 1.000, quanto em Grand Slams. Campeão de Wimbledon após vencer Djokovic na final, Murray escreveu sua história ao se tornar o primeiro jogador britânico de simples conquistar o título masculino desde Fred Perry em 1936, e o primeiro Escocês a ganhar um título de simples em Wimbledon desde Harold Mahoney em 1896.

A qualidade dos jogadores de hoje é nivelada por cima, mesmo convivendo com três grandes tenistas que continuam sempre no topo da lista dos melhores. Stan Wawrinka, Jo-Wilfried Tsonga, David Ferrer, Gaël Monfils e Tomáš Berdych são nomes que estão sempre presentes em grandes torneios e passaram grande parte da carreia dificultando os jogos tanto para Djokovic quanto para Federer, Nadal e Murray.

Mas uma nova safra de bons jogadores já surge. Kei Nishikori, Grigor Dimitro, Milos Raonic já deixaram de ser promessas e já batem de frente com os grandes “medalhões” da categoria. E# outros novos talentos como Nick Kyrgios de apenas 20 anos, que ano passado eliminou o então número 2 do mundo Rafael Nadal em Wimbledon, assim como o brasileiro Orlandinho, que antes de se tornar profissional era o número um do ranking ATP Juvenil, são promessas que já mostraram potencial para competir entre os melhores do mundo.

Crédito da foto: Getty Images



Estudante de jornalismo da faculdade FAPCOM, não gostava de assistir futebol até os 12 anos de idade. Mas me apaixonei perdidamente após assistir (meu primeiro jogo europeu) uma partida entre Barcelona x Sevilla em 2003. Sou daqueles que acreditam que o futebol não é apenas esporte, mas acima de tudo é paixão, religião, cultura, história e arte. Apoio o 4-3-3.