Opinião: Para reduzir abismo no tênis, safras têm de ser equivalentes

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Falar de tênis hoje em dia é, em 99% dos casos, falar sobre jogos no masculino. Até porque sobram bons jogadores entre os homens na proporção que faltam concorrentes para Serena Williams. Mas há soluções, mesmo que complicadas, para solucionar a discrepância.

A primeira medida é dar mais atenção aos jogos femininos. Está certo que há menos apelo e que o nível é menor do que no masculino por causa do material humano. Contudo, vale a pena olhar com mais cuidado para jogadoras como Serena Williams, Maria Sharapova (foto) e Victoria Azarenka. Bons resultados da brasileira Teliana Pereira podem influenciar diretamente neste sentido.

O segundo ponto que pode diminuir o abismo é, simplesmente, esperar pela melhora da safra feminina. Com mais jogadoras de nível chegando ao circuito, a tendência é que os jogos se tornem tão bons quanto os disputados pelos homens. Sobretudo quando há rivalidades em jogo, como Nadal x Federer, por exemplo.

Com melhores jogadoras e mais atenção da mídia, a distância entre o tênis feminino e masculino tem tudo para diminuir.

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Jornalista, editor do Torcedores.com. Passagens pelos jornais Metro, O Estado de S. Paulo, Jornal da Tarde, Marca Brasil, Agora São Paulo, Diário de S. Paulo e Diário do Grande ABC.