Ouro no Boliche, brasileiro divide treinos com trabalho e já tem duas medalhas em Pans

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Atualmente dividindo seus treinos no Boliche com o trabalho na área de Marketing numa multinacional, Marcelo Suartz foi ouro no Pan de 2015 e também bronze em Guadalajara, em 2011, surpreendendo jogadores nomeados ao hall da fama do esporte e que se dedicam 100% à modalidade.

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Filho de ex-praticantes da modalidade, Suartz (27) iniciou sua carreira bem cedo no esporte, e mesmo sem poder viver do e para o esporte, o paulista, em 2008, se mudou para o Estados Unidos, onde cursou a faculdade de Kigel, na Flórida, considerada por muitos como o melhor centro de treinamento para Boliche no mundo. Lá aprofundou seus conhecimentos no Boliche, com ajuda do Esporte Clube Pinheiros, além de estudar Marketing e também estagiar na área. Em 2011, no Pan-Americano de Guadalajara, apareceu como uma zebra, faturando a medalha de bronze, e em 2015, se concretizou como uma potência no esporte, após seu ouro inédito, em cima de atletas renomados no esportes.

Após a conquista, Suartz falou à ESPN: “Foram anos de trabalho, de dedicação. Eu trabalho full time, ainda tem academia, e ganhar de vários profissionais que estão aqui é um grande prazer. Eu consegui controlar a ansiedade, a pressão, foi difícil, mas eu estava preparado mentalmente e deu certo. Eu dedico esse ouro principalmente para o meu pai e minha mãe, que me ajudaram muito na minha vida”, celebrou Suartz.

A celebração junto aos pais se deve pois o apoio e reconhecimento do atleta brasileiro é quase nulo, uma vez que seu nome nem no COB (Comitê Olímpico Brasileiro) está cadastrado, diferentemente dos outros três brasileiros que praticam o Boliche. Marcelo é o único medalhista do país em Pans e venceu seu primeiro campeonato brasileiro no ano passado, após concluir sua faculdade e voltar a morar no Brasil.

Nos EUA, Marcelo Suartz treinava com 5 dos melhores técnicos do mundo, e lá fortaleceu sua parte física, uma vez que em torneios, o atleta chegava a ficar das 6h da manhã às 17h de pé, sem poder sentar, arremessando em média, de 350 bolas, conforme Suartz revelou ao programa “Expresso do Esporte”. Fora isso, sua parte psicológica também foi elevada, junto à sua performance, que através das câmeras e sensores instalados na pista, mostravam como sua bola estava sendo lançada, para que assim, o atleta melhorasse seu movimento.

A conquista é um grande passo para o Brasil, que agora torce para que o Boliche se torne um esporte olímpico e seja disputado nas Olimpíadas de 2020, em Tóquio, uma vez que o “Time Brasil” tem a chance de faturar mais uma medalha olímpica através de Marcelo Suartz, dê ainda mais atenção a esportes que não são da “massa”, através de patrocínios que sustentem o atleta, além de locais de treinamento adequados.

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Jornalista em formação no Mackenzie, estagiário do Torcedores.com e fotógrafo. Fanático por basquete, tênis, surf, futebol e futebol americano.