Palmeiras 1993-1994: início da hegemonia alviverde no futebol brasileiro

Palmeiras
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A década de 1990 não começava nada boa para o torcedor do Palmeiras, que via os rivais Corinthians e São Paulo somar títulos. Para completar, já fazia um bom tempo que o Verdão não erguia uma taça. Para mudar essa situação, era preciso mudar, e mudanças acontecem mais rápido quando há dinheiro na mesa. Em 1992, a diretoria alviverde emplacou uma parceria com a Parmalat, que transformaria o clube numa máquina de vencer.

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Com o forte investimento da empresa italiana, o Palmeiras pôde, enfim, anunciar grandes craques a baciada, a cada dia, a cada semana. Para o banco, veio Vanderlei Luxemburgo. No campo, o técnico comandava um esquadrão com Antônio Carlos, Roberto Carlos, Cléber, César Sampaio, Zinho, Mazinho, Edilson, Edmundo e Evair. Logo, a base já estava pronta e só era preciso correr atrás das glórias.

No primeiro torneio, o Paulistão de 1993, uma vitória na final contra o Corinthians do goleiro Ronaldo e de Viola foi para lavar a alma do torcedor palmeirense, cansado das piadinhas de sempre e com fome de vingança. O clima ficou ainda mais pesado quando o atacante do Timão marcou o gol da vitória na primeira partida e imitou um porco na comemoração.

No jogo de volta, coitado de Viola. Em uma tarde iluminada do matador Evair, Zinho e Edilson “Capetinha”, o Verdão massacrou o rival por 4 a 0 e poderia gritar “É campeão” novamente após longos 16 anos. Pouco tempo depois, o time de Luxa repetiu a dose no Torneio Rio-São Paulo, derrotando novamente o Corinthians na decisão. A tríplice coroa, enfim, veio no Campeonato Brasileiro.

Após uma primeira fase quase impecável, com 16 vitórias em 22 partidas, o Palmeiras não tomou conhecimento do São Paulo de Telê Santana na semifinal e enfrentou o surpreendente Vitória, dos jovens Dida, Júnior, Alex Alves, Paulo Isidoro, entre outros. Nos dois jogos, porém, não houve chance para zebras – Edilson fez o gol da vitória em Salvador, e Evair e Edmundo trataram de selar a disputa em São Paulo. Pronto: 88 mil pessoas no Morumbi festejavam o “triplete” de um time dos sonhos em campo. Mais difícil do que chegar ao topo, todavia, era se manter por lá e o Verdão precisou seguir em alta na temporada seguinte.

Apesar da eliminação precoce nas oitavas de final da Libertadores (para o São Paulo), o Palmeiras “se redimiu” com campanhas perfeitas no Paulista e Brasileirão. No Estadual, Luxa levou sua equipe ao título no formato de pontos corridos com 20 vitórias em 30 jogos, perdendo apenas três partidas. Evair foi o artilheiro da competição com 23 gols.

Se Edilson tinha deixado a Academia, Rivaldo trocou o Parque São Jorge pela Barra Funda e foi o grande destaque do octacampeonato brasileiro. Na final, outra vez Luxa encontrava o Corinthians em duas partidas inesquecíveis no Pacaembu.

No primeiro jogo, Rivaldo barbarizou. Com dois gols do camisa 10 e outra obra-prima de Edmundo, o Verdão venceu por 3 a 1, ficando com uma mão na taça. Na partida de volta, o Corinthians até saiu na frente com Marques, mas de novo Rivaldo tratou de empatar e fazer a festa de milhões de palestrinos. Para quem tinha ficado na fila por 16 anos, o Palmeiras de uma vez só tomava conta do futebol brasileiro. E essa hegemonia estava só começando na década…

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Esportista de hobby, mas jornalista de profissão. Trabalhou como repórter do O Estado de S. Paulo, Revista TÊNIS. Tênis Virtual e CurtaTÊNIS em coberturas nacionais e internacionais de grandes eventos.