Palmeiras, o alviverde imponente do ataque dos 100 gols

Palmeiras
Divulgação / Palmeiras

Há 19 anos, os torcedores do Palmeiras testemunhavam um fato raro no futebol brasileiro. Um time que jogava por música, no qual o diferente não era o jogador craque – mas sim aquele considerado “normal” dentro do elenco. Afinal de contas, o Verdão de 1996 era um celeiro de excelentes jogadores que, juntos, construíram uma máquina de fazer gols: 102 em uma única edição do Campeonato Paulista.

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Velloso; Cafu, Sandro, Cléber e Junior; Amaral, Flavio Conceição, Rivaldo e Djalminha; Müller e Luizão. Entre os suplentes, jogadores como Galeano, Paulo Isidoro, Elivélton e Alex Alves, todos treinados por Vanderlei Luxemburgo.

Foi com essa máquina de fazer gols que o Palmeiras escreveu um dos mais belos capítulos de sua história centenária. Neste Campeonato Paulista, foram 30 jogos em que o Palmeiras destruiu seus adversários, salvo uma derrota para o Guarani, por 1-0, além de dois empates. Foram 27 vitórias, 102 gols marcados, apenas 19 sofridos e, pasmem, 28 pontos de vantagem para o São Paulo, segundo colocado. O Verdão terminou a competição com 83 pontos, contra 55 do Tricolor.

Muito se falou do “quadrado mágico” da seleção brasileira de 2006, mas a magia envolvendo quatro atletas começou 10 anos antes, no Palmeiras de Djalminha, Rivaldo, Müller e Luizão. Juntos, os craques marcaram 70 dos 102 gols do time. Luizão fez 22, Rivaldo, 18, Müller, 15 e Djalminha, 15. Até mesmo um zagueiro, Cléber, balançou as redes em sete oportunidades.

E, claro, um time que marca 102 gols em 30 partidas, precisaria ter goleado algumas de suas partidas. Algumas das vítimas do Palmeiras de 1996 foram o Botafogo-SP (8-0), Novorizontino (7-1) e Santos (6-0), em plena Vila Belmiro. Ao todo, o Verdão alcançou a expressiva média de 3,4 gols por partida.

Se não fosse o pouco tempo em que este esquadrão atuou junto, o Palmeiras poderia ter fundado neste ano a terceira academia, tamanho brilhantismo destes atletas com a bola nos pés e sintonia como um grupo. Ficou, sim, um “quê” de frustração por esse time não ter conquistado a Libertadores daquele ano, mas ficou também o registro histórico não de um time, mas de uma verdadeira potência do futebol mundial e seu famoso ataque dos 100 gols.

Campanha do Palmeiras no Paulistão de 1996

campanha 1996

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