Ronda x Bethe: nocaute improvável no UFC 190

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Antes mesmo de ser confirmado o combate entre a campeã Ronda Rousey e a brasileira Bethe Correia, as provocações já eram constantes. À medida que o UFC 190 (ou UFC Rio 7) se aproxima, porém, o jogo psicológico entre as lutadoras se intensifica. Nesta terça-feira, em entrevista ao “Combate.com”, o treinador de Ronda, Edmond Tarverdyan, provocou Bethe. Ciente de que a brasileira fará de tudo para não ir para o chão com sua atleta, ele tratou de mostrar confiança no jogo em pé da campeã. Para o armênio de 33 anos, a desafiante terá sorte caso seja finalizada.

 

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“Ronda tem ótimos socos com as duas mãos, tem ótimas combinações. As meninas (adversárias) têm sorte porque, se elas não forem finalizadas, seriam nocauteadas. Não será nenhum problema para ela trocar com Bethe, nem com ninguém da divisão”, aposta Tarverdyan. “Será escolha da Ronda se essa luta acontecerá em pé ou no chão”, emenda.
Embora acredite muito na evolução de Ronda no jogo em pé, a afirmação de Tarverdyan soa mais como provocação. Basta ver o cartel da campeã para saber que ela não costuma dar muitas brechas às adversárias. São 11 vitórias em 11 lutas, sendo 9 por finalização (82%). Em que pese ter dois nocautes relâmpagos nas últimas três lutas (sobre Sara McMann, em 1:06, e Alexis Davis, em 0:16), ficar em pé e trocar socos com Bethe pode ser, no máximo, uma tática inicial.

Bethe, por outro lado, tem demonstrado uma confiança enorme na trocação. Embora tenha os mesmos dois nocautes de Ronda na carreira, ela crê que pode surpreender no UFC 190, no próximo sábado, diante dos olhares dos brasileiros, no Rio de Janeiro. “A Ronda nem imagina o que espera por ela aqui no Brasil”, alertou a desafiante. No cartel, a brasileira tem 9 lutas, 2 vitórias por nocaute e 7 por decisão dos juízes.



Jornalista formado no UniCeub. Cobre esportes desde 2008: dos campeonatos amadores, evoluindo aos estaduais, chegando aos Nacionais até a Copa do Mundo de 2014. De 2010 a 2012 atuou como correspondente de esportes do Correio Braziliense, no Rio de Janeiro. Atualmente, editor do caderno Torcida, do Jornal de Brasília. Amante de um bom samba, futebol e cerveja.