Sheik chama Guerrero de fenômeno e promete Flamengo aguerrido contra o Santos

Foto: Gilvan de Souza/Flamengo

Atacante do Flamengo participou da entrevista coletiva após o treinamento realizado no Ninho do Urubu. Emerson elogiou a torcida rubro-negra, que deve lotar o Maracanã na partida de domingo, contra o Santos.

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Emerson Sheik estava bem descontraído na coletiva desta quinta-feira no CT do Flamengo. O camisa 11 lembrou o momento de dificuldade que o time passou e que mesmo com a melhora, ainda estão em dívida com o torcedor:

– Estamos devendo isso ao torcedor, levando um pouco de alegria, subir na tabela, conseguir o máximo de vitórias para pontuar e certamente estamos vivendo um momento diferente. Passamos momentos difíceis, mas sabemos que a possibilidade de mudar é curta e o trabalho não tinha encaixado, não sei se encaixou, mas teve uma melhora. Na reunião de hoje o Cristóvão foi muito feliz com essa comparação, o time encaixou e venceu, merecemos, e é gratificante quando se sai com uma vitória. Foi feliz em pedir a mesma dedicação. Jogando em casa, a torcida tem feito a parte dela e assim a responsabilidade aumenta. O Cristóvão teve uma semana cheia para analisar o que tem em mão, mostrar como quer que a gente jogue, esse talvez seja o principal motivo da melhora. Além também da chegada do Paolo, pois não tínhamos o 9, o cara centralizado, que leva preocupação ao adversário, então com esse tempo, a chegada do Guerrero, com os atletas do elenco entendendo o que o treinador quer, as coisas melhoraram.

Questionado se tinha mudado seu jeito, por andar mais quieto, o atacante disse que não tem visto nada de errado para poder falar.

– Minha personalidade não mudou em nada, se eu achar que devo falar eu falo. Até o presente momento não vi nada de errado, até vi sim, principalmente com o nosso futebol e não fui questionado. Não tenho porque ficar falando. Mas se tiver que falar vou sim (risos).

Sobre o time que vai iniciar a partida de domingo contra o Santos, no Maracanã, Sheik manteve o mesmo mistério do técnico Cristóvão Borges.

– Você deve estar sabendo mais do que eu, ainda não sou treinador (risos). Não sei quem vai jogar. O Cristóvão trabalhou mais em cima do que a equipe do Santos deve fazer, usou os atletas. Não sei quem vai jogar, mas espero que eu esteja em campo. É um grupo qualificado. O Santos é uma equipe veloz e competitiva. Também está buscando se firmar dentro da competição. Vai ser mais um jogo difícil. O Campeonato Brasileiro é muito competitivo.

Sheik aproveitou para falar do aproveitamento em casa e longe do Maracanã, além de planejar um aumento na pontuação do Flamengo nas próximas três rodadas do campeonato.

– Não vejo diferença no lance de jogar fora ou em casa, pois todos estamos acostumados com isso. Em casa tem cobrança, atleta perde a concentração. Vejo um campeonato muito parecido, ninguém muito diferente. Nossos três próximos jogos são difíceis e precisamos pontuar para sonhar com alguma coisa maior. Dentro destes nove pontos que disputaremos, se não ganharmos todos, temos que imaginar ganhar sete. Temos que pensar dessa maneira e fazer por merece a conquista dos pontos. Agora, futebol não tem como dar certeza. Cada jogo se desenha como um jogo diferente, o time hoje está mais encaixado.

O atacante rubro-negro comentou da melhora da equipe, mas ressaltou que a parte coletiva precisa evoluir para que o time esteja no mesmo nível dos líderes.

– O momento está bacana, os atletas sabem que o time melhorou, mas ainda tem muitas coisas a serem acertadas, estamos trabalhando. Com a chegada de novos jogadores, o grupo se fortaleceu, e é natural que a equipe fique mais forte. Falar que poderia ser diferente se tivessem chegado antes não tem como. Mas desde o momento que cheguei aqui vi uma melhora sim. Acabei de chegar, o Guerrero também, o Alan Patrick e ainda não vejo o Flamengo no mesmo nível que o Corinthians e Atlético-MG, pois estes estão jogando há muito tempo juntos. As coisas acontecem automaticamente. Precisamos de mais tempo juntos para que isso possa ser comparado. Individualmente vejo o Flamengo forte, comparado com essas equipes, mas no coletivo ainda precisamos melhorar muito.

Sheik prometeu um Flamengo aguerrido em campo. O camisa 11 aproveitou para elogiar a torcida, a qual denominou de diferente, e espera que os torcedores compareçam em peso e saiam com alegria do Maracanã.

– Que entrem todos no estádio e que possam prestigiar o jogo, que está sendo muito falado. Espero que o Flamengo possa fazer valer o mando de campo, o apoio da torcida e que seja uma grande partida, com alegria a esses torcedores. A torcida do Flamengo é diferente. É torcida que vem empurrando e se fez presente até nos momentos difíceis. É uma motivação ainda maior saber que muitos abrem mão de um fim de semana com a família para nos prestigiar. Vão ver um Flamengo aguerrido.

Ao falar sobre Guerrero, Emerson Sheik foi só elogios ao companheiro de ataque. Ao compará-lo com Ricardo Oliveira, artilheiro do Santos e próximo adversário do Flamengo, Sheik disse que escolheria o camisa 9 da Gávea, o qual chamou de fenômeno.

– Sou Guerrero toda a vida, fenômeno, mas ainda assim tem coisa de convívio. Não conheço o Ricardo Oliveira, mas o Guerrero é um cara que se dedica muito e sou 100% o gringo. Ele acabou de chegar. O Gringo ainda vai fazer muita coisa bacana pelo Flamengo.

O camisa 11 aproveitou para comentar seu entrosamento em campo com Guerrero.

– Muito tempo jogando e treinando juntos. Sei o que ele vai fazer, sei onde ele gosta de receber a bola e ele a mesma coisa. Isso é o tempo. Por termos jogado no Corinthians tem essa afinidade.

Sobre o parceiro ideal que teve em sua carreira, Sheik citou Liédson, Jorge Henrique e Guerrero. E quando questionado se tinha como comparar Adriano Imperador, com quem também jogou no Flamengo, ao atacante peruano, Emerson disse que ambos são goleadores.

– Adriano e Guerrero são diferentes, mas com algo muito parecido, são goleadores.

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Foto: Gilvan de Souza/Flamengo