Sheik e Guerrero são os próximos? Relembre duplas de sucesso no ataque do Flamengo

Divulgação

Nas próximas rodadas, a torcida do Flamengo verá a dupla Emerson Sheik e Paolo Guerrero em ação no gramado pelo Campeonato Brasileiro, uma dupla que marcou nada menos que 78 gols em três anos pelo Corinthians. Com isso, o time da Gávea espera novamente um ataque poderoso que poderá deixar sua marca na história dos grandes esquadrões do clube em mais de 100 anos de tradição.

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Guerrero já tem sua situação regularizada na CBF e poderá reeditar a parceria com o amigo Sheik na quarta-feira diante do Internacional, em Porto Alegre. Antes disso, o Torcedores.com recorda grandes duplas de ataque que deixaram saudades para o torcedor flamenguista, indo desde Zico e Nunes dos anos 1980 até Adriano e Petkovic do último título no Brasileirão, em 2009.

Acompanhe!

1) Zico e Nunes – 1980 e 1981
Para qualquer rubro-negro, o Flamengo de Zico, no fim dos anos 1970 e início dos 80, era o melhor time da história do futebol brasileiro e talvez mundial. Aquele esquadrão formado de craques revelados na Gávea e liderado por Cláudio Coutinho tinha em Zico, camisa 10, o cérebro de uma máquina de fazer gols. A força motriz para empurrar a bola vinha de Nunes, um dos principais destaques nas conquistas do Brasileirão de 1980 e 1981, isso sem contar a dupla perfeita que ele e o ‘Galinho’ reeditaram na Libertadores e depois no Mundial Interclubes de 1981, quando o Flamengo foi campeão do mundo em cima do Liverpool. A categoria e genialidade de Zico casava bem com o oportunismo e a ginga do camisa 9 no ataque rubro-negro daquela época.

Arquivo Flamengo

2) Bebeto e Renato Gaúcho – 1987
No Copa União de 1987, o Flamengo era um verdadeiro time dos sonhos, aliando a experiência de Leandro, Edinho, Andrade, Zico, de Renato Gaúcho com a juventude de Jorginho, Leonardo, Zinho e Bebeto, que seriam campeões mundiais sete anos depois. No esquema 4-3-1-2 montado pelo técnico Carlinhos, o ‘Galinho’ tinha a liberdade de poder jogar solto e lançar a dupla Bebeto e Renato. Foi assim que a dupla se destacou naquela competição polêmica até hoje, principalmente pela vitória sobre o Atlético-MG de Telê Santana. Para Renato Gaúcho, era a vingança por Telê não tê-lo chamado para a Copa do Mundo do México, um ano antes.

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3) Sávio e Romário – 1996
Em 1995, Sávio, Edmundo e Romário formaram, no Flamengo, o que para muitos foi considerado o “Melhor ataque do Mundo”, já que o Baixinho acabava de ser campeão mundial com a seleção brasileira e vinha de uma temporada espetacular no Barcelona. Mas o resultado não viria naquele ano. Em 1996, já sem Edmundo, o Baixinho teve boas atuações ao lado de Sávio, apesar de nunca terem sido grandes amigos, e conquistaram o Campeonato Carioca de 1996 de forma invicta.

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4) Rodrigo Mendes e Romário – 1999
O menino Rodrigo Mendes esperava uma chance no super Flamengo de 1995 comandando por Vanderlei Luxemburgo, mas eis que o nome do camisa 10 é até hoje lembrado por um feito de quatro anos depois. No time de 1999, Rodrigo teve a companhia no ataque do experiente Romário e driblou a desconfiança da torcida ao bater com perfeição uma falta em Carlos Germano para se transformar no herói do Campeonato Carioca. Era o gol que deu o primeiro título da trilogia no Estadual que terminaria com a falta cobrada por Petkovic aos 43 minutos da segunda etapa no ano de 2001.

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5) Edilson e Reinaldo – 2001
A conquista do tricampeonato carioca do Flamengo, em 2001, para sempre será lembrada por rubro-negros e vascaínos pelo gol antológico de Petkovic aos 43 minutos do segundo tempo. Só que, além do camisa 10, aquele grupo de Zagallo tinha um poderio ofensivo interessante com Edilson, campeão brasileiro e mundial pelo Corinthians, e a jovem “prata da casa” Reinaldo. Edilson “Capetinha” terminou aquele Estadual como artilheiro e ainda fez os dois primeiros gols daquele 3 a 1 inesquecível para a torcida do Fla.

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6) Adriano e Petkovic – 2009
Aos 37 anos, Petkovic era apontado para muitos como “veterano fazendo hora” em 2009. O Flamengo nem estava na lista dos favoritos para o título do Brasileirão, uma vez que estava mal das pernas em metade do primeiro turno. Só que numa arrancada sensacional sob o comando de Andrade, aquele esquadrão realmente surpreendeu a todos. Pet comeu a bola e fez gol até olímpico para não deixar dúvidas de quanto ainda era perigoso. A dupla com Adriano foi “a melhor de sua carreira nos gramados”, segundo o que o próprio sérvio declarou alguns anos depois, e o resultado foi um título para lá de inesquecível, talvez por ter sido o último do Rubro-Negro na competição nacional.

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Fotos: Arquivo



Esportista de hobby, mas jornalista de profissão. Trabalhou como repórter do O Estado de S. Paulo, Revista TÊNIS. Tênis Virtual e CurtaTÊNIS em coberturas nacionais e internacionais de grandes eventos.