Valdivia é o destaque do Chile e pode decidir a Copa América

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Desde o início dessa Copa América, é inegável o quanto Valdivia vem se dedicando para dar ao país o maior título de sua história no futebol. Nem parece o Mago do Palmeiras, que sai de campo visando poupar para a próxima partida ou sob o risco de levar uma pancada e se machucar de novo. O que se viu nesses cinco jogos foi uma entrega que há muito tempo os palmeirenses não enxergam no seu camisa 10.

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Em mais de 500 minutos em campo – contando o tempo de todas as partidas em que atuou até aqui na competição -, Valdivia fez de tudo um pouco. Correu, orientou, deu passes açucarados para os companheiros, aplicou caneta. Tudo, menos o gol. E menos também pôr a mão na coxa, que pelo jeito está muito boa, obrigado!

Desde que voltou ao Palmeiras nessa segunda passagem, em 2010, Valdivia anda devendo muito dentro de campo e essa sequência no Chile é até estranha de tanto tempo que o jogador não repetia isso na Academia. Há alguma coisa diferente. De certo o Mago desconfiou que o técnico Jorge Sampaoli se irritaria se ele não mostrasse disposição em campo e o sacaria da equipe titular? Ou a pressão veio do próprio grupo?

Isso ninguém sabe ao certo, mas reconhecida é a facilidade do camisa 10 em jogar futebol. Por isso, após cinco demonstrações de patriotismo e bom condicionamento físico, a torcida pode ter esperanças de que o Mago não irá sumir neste sábado em Santiago e seus passes serão muito importantes para abrir a vulnerável defesa argentina. Nem Otamendi, tampouco Demichelis passam tanta confiança assim, e muito menos o goleiro Romero. Quem sabe o ainda jogador do Palmeiras não faz um gol de fora da área? Romero adora ficar adiantado.

Fiéis escudeiros
De todas, uma: se Messi é quem deve preocupar a defesa chilena, Valdivia é quem pode fazer os anfitriões botarem os argentinos na roda. Para isso acontecer, o Mago deve contar com seus companheiros Vidal, um dos artilheiros da seleção na Copa América, Gary Medel, para seguir na cola de Messi até o último instante de partida, Aránguiz e de seu apoio no círculo central, além do fator surpresa na entrada da área, e as pontarias em dia de Vargas e Alexis Sánchez.

Sánchez é uma das estrelas desde que chegou ao Arsenal e vem jogando uma barbaridade no esquadrão de Sampaoli, embora tenha que entender muitas vezes que é preciso passar a bola para outro companheiro em melhor situação de gol. Por sua vez, Vidal é um dos pilares da Juventus desta temporada e parece ter se recuperado após o acidente de carro que causou ainda na primeira fase. A torcida parece o ter perdoado pela imprudência em troca da perseguição por um título que move uma nação inteira.

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Esportista de hobby, mas jornalista de profissão. Trabalhou como repórter do O Estado de S. Paulo, Revista TÊNIS. Tênis Virtual e CurtaTÊNIS em coberturas nacionais e internacionais de grandes eventos.