Virou rotina no São Paulo: zaga falha e time se abate

São Paulo
Foto: Rubens Chiri/saopaulofc.net

Caro torcedor Tricolor, mais uma vez o São Paulo saiu da Arena da Baixada derrotados. O “Mais Querido” sucumbiu ao Furacão, que jogando em sua casa tem feito uma campanha quase que impecável. Com vários desfalques, a equipe que foi a campo era o que tínhamos de melhor, e apesar de toda desconfiança fizemos uma boa primeira etapa.

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O São Paulo soube controlar boa parte da etapa inicial, não sofria muito perigo dos mandantes e conseguia criar algumas boas oportunidades, como a desperdiçada por Ganso. Mas o filme vem se repetindo nos jogos do São Paulo, criam e desperdiçam muitas chances e aquela velha história do “quem não faz, toma” se mostra tão real nas partidas do São Paulo que é difícil de acreditar. Em bola alçada na área e, mais uma vez, desatenção de nossa zaga, os rubro-negros abriram o marcador.

E para você perceber que já é rotineiro o que acontece nas partidas do São Paulo, peguem o texto anterior (contra o Palmeiras) e vejam, volte a ler esse e verão que a diferença é que não saiu uma goleada. O São Paulo mais uma vez se abateu, foi dominado pelo adversário e levou outro gol, e se não fosse por Rogério Ceni teriam saídos outros mais (sim, no plural).

O que também evitou o ímpeto do Furacão foi o gol de Centúrion, que ao comemorar seu gol fez um gesto muito simbólico para o torcedor: bater no peito e levar as mãos à torcida é o que anda faltando em muito jogador. Segundo o repórter da Globo, Bruno Laurence, Michel após o gol, gritou com Pato e Ganso (que também é rotina desaparecerem na parte final das partidas), chamando-os para empatar o jogo, porém o empate não veio.

Chamou, bastante, minha atenção a “pardalzice” protagonizada por Milton Cruz, buscando o empate, ele substituiu um atacante por um zagueiro (?!)… Tudo bem que a equipe mudou taticamente, Carlinhos virou meia e afins, mas pelo amor de deus, não me tire um atacante para colocar um zagueiro precisando de um gol! Positivamente, quem se destacou, em meio a fogueira, foi estreante Lyanco, entrou bem e deu certa cadência ao meio, sem afobação.

Equipe que quer ser campeã, ou ir à Libertadores, tem de somar pontos fora de casa, independente de quem seja o adversário e, até aqui, o São Paulo somou 4 (míseros) pontos longes de seus domínios, sendo que perdeu para Ponte Preta, Palmeiras e Atlético Paranaense, enquanto ganhou da Chapecoense e empatou com o Internacional.

Ao final da noite de quarta-feira, o SPFC estava fora da zona de classificação para a Libertadores, na 6ª posição. Nas próximas duas rodadas terá a dupla carioca Fluminense e Vasco, consecutivamente, pela frente. Recebe no domingo, às 16 horas, o tricolor carioca no Morumbi (e por mais que esteja difícil, temos de comparecer e empurrar o time, que deverá ter reforços) e depois vai à Brasília enfrentar os cruz-maltinos.

#AvanteMeuTricolor

Foto: Rubens Chiri/saopaulofc.net



Jornalista. "Foi difícil chegar onde cheguei, mas ainda não cheguei a lugar nenhum" - Lucas Silva, Flamengo