ANAF reclama do excesso de tecnologia em transmissões de TV

sandro_meira_ricciA ANAF (Associação Nacional dos Árbitros de Futebol) manifestou-se a respeito das queixas de vários clubes feitas nos últimos dias a respeito de algumas decisões polêmicas no Brasileirão. Para a entidade, o uso da tecnologia nada mais serve como uma forma de malhação dos juízes e quer que a mesma seja adotada para auxiliá-los.

De acordo com o presidente da entidade, Marco Antonio Martins, chegou a hora de colocar este assunto em pauta no futebol nacional, uma vez que há anos a televisão coloca inúmeras câmeras que detectam erros das arbitragens e deixa os juízes desprotegidos tendo que decidir em frações de segundo.

“Ou se coloca a tecnologia também em nosso favor ou então se retira esses recursos das transmissões. A TV é equipada com câmeras que aumentam a visão em 300 mil vezes, sendo possível enxergar até uma formiga no campo. É humanamente impossível que se cobre de um árbitro uma mesma visão do lance”, falou.

Uma das reclamações da ANAF é que a CBF (Confederação Brasileira de Futebol) pouco investe na modernização do trabalho dos árbitros e cita como exemplo a linha inteligente, que detecta se uma bola entrou ou não dentro do gol e que foi usada na última Copa Do Mundo, no Brasil, mas que está sem uso algum nas partidas do Campeonato Brasileiro.

“A Fifa deixou essa tecnologia no Brasil, mas está desligada. Veja o exemplo do vôlei. Quando há um lance polêmico, é utilizado um recurso que avalia se houve o toque na bola ou se a bola foi para fora. Você perde alguns segundos para a análise, mas se tem uma resposta justa, evitando polêmicas. Por que no futebol não pode ter o mesmo? Mas a TV vai ficar muito brava em parar a transmissão”.

A entidade também entende que auxilio externo poderia ajudar na tomada de decisão em alguns lances. Situação que hoje em dia é rechaçada pela CBF.

“Eles não permitem que o árbitro receba aviso de fora porque vão contestar a vida do profissional que passou a informação. A arbitragem ainda é vista como um custo e não como um investimento”, concluiu.