CBF e Umbro: a parceria mais vitoriosa do futebol mundial

brasil1994umbroA CBF queria mudar tudo no futebol nacional após o fiasco de 1990 e a mudança foi tão radical que até o fornecedor de uniforme foi modificado. Saiu a brasileira Topper e entrou a britânica Umbro, que já tinha tido ligações com o escrete canarinho no passado.

Nas copas de 1958, 62 e 70, o time nacional tinha como parceira a empresa Athleta como parceira, mas a Umbro também teve ligação com o time nacional. Um exemplo disso foi a famosa camisa azul na decisão de 1958. Como o Brasil não levou um uniforme reserva, um jogo completo de camisas azuis da marca britânica foi adquirido as pressas para que pudesse jogar a final com a Suécia. E esta associação seguiu pelas competições seguintes.

O retorno da Umbro em 1991 se deu por conta da parceria entre Pelé e a entidade e mesmo após a briga entre o Rei do futebol e o presidente à época, Ricardo Teixeira, a parceria prosseguiu, disputando apenas uma Copa do Mundo, nos Estados Unidos em 1994.

Naquela competição, o Brasil estreou com vitória sobre a Rússia e depois passou por Camarões, ambos os jogos usando a camisa amarela. Na terceira partida contra a Suécia (empate por 1 a 1), o time fez a primeira de três partidas com a camisa azul, o segundo uniforme nacional.

Na fase seguinte, oitavas de final, a volta da camisa amarela e vitória sofrida por 1 a 0, avançando às quartas, quando usou azul contra a Holanda (3 a 2) e novamente a Suécia na semi, numa combinação de uniforme completamente azulado – enquanto o adversário jogou de branco – na vitória por 1 a 0. Na final, o uniforme canarinho voltou contra a Itália, no triunfo nos pênaltis por 3 a 2.

A associação durou mais dois anos e ainda teve como destaque a aparição na Olimpíada em Atlanta, que terminou com a medalha de bronze. Em 1997, a Umbro deixou a parceria com a CBF dando lugar à Nike, atual parceira da entidade.