Equipes da F1 deveriam sair da mesmice

Fonte: Instagram hugo_F1_Eureau

Escrevo esse texto como um fã curioso e observador da então categoria máxima do automobilismo mundial, minha ideia aqui não é chover no molhado, tampouco reclamar como muitos vêm fazendo da falta de barulho dos motores, de pilotos engessados, de dinheiro repartido de forma igualitária. Minha ideia é expor possibilidades das equipes se mexerem no campeonato dentro do formato em que as coisas estão.

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Niki Lauda esteve presente na etapa da MotoGP nesse último final de semana e disse que a corrida da categoria rainha é incrível. Os pilotos das motos possuem o controle total e dão show, diferente da categoria máxima do automobilismo.

A verdade é que os motores de hoje na F1 são caros, sim, Ecclestone já disse não estar gostando e pode apostar, as coisas vão mudar em 2017. O grande problema é que há equipes da F1 que estão acomodadas, ou seja, na zona de conforto. Ok, os gastos são altos os custos, mas há possibilidades de alterações.

Ano que vem a Haas estreia na categoria com motores Ferrari, a Sauber já manifestou preocupação e cogita trocar os motores italianos pelos franceses da Renault. A equipe suíça já conquistou pontos, deveria tentar se desvencilhar da Ferrari de outra forma, porque não usar a Honda? A McLaren está sofrendo, sim. Mas quando a Honda acertar a mão, podem ter certeza que o motor será forte e confiável e o melhor, a Honda não tem equipe na F1, dessa forma a equipe teria sempre o que há de melhor nesse quesito, o mesmo vale pra Manor.

Os motores que a Mercedes oferece a Williams, Lotus e Force India podem até ser “iguais”, mas a equipe de fábrica sempre terá algo a mais no software de dados do motor. Qualquer equipe que use motores de equipes de fábrica dificilmente vencerão a equipe em condições normais. Citando mais uma vez a Sauber e a Ferrari? Perez (então na Sauber) partiu pra cima de Alonso  (Ferrari) em Sepang e recebeu pelo rádio: – Não ataque, o segundo lugar está bom para nós. Equipe cliente só vence se a equipe fornecedora quebrar ou se acidentar.

A RedBull contratou engenheiros para desenvolvimento do seu motor próprio, parece mentira e pouca gente sabe, mas a informação é real. Só que os altos custos e a complexidade desnecessária dos novos motores atrapalharam os planos da equipe dos energéticos, já pensou a RedBull com um motor próprio bem feito que trabalho não daria para as outras equipes?

Acredito que em 2016 a categoria pouco mudará, mas em 2017 mudanças bruscas ocorrerão e as equipes que tiverem coragem para mergulhar na ideia de uma troca “maluca” e sair de sua zona de conforto, podem se dar bem.

 



Serranegrense de 26 anos. Diferente da maioria dos escritores,não sou jornalista formado, e sim cientista, detalhe esse que não diminui minha paixão pela escrita automobilística. Apaixonado por esportes à motor desde criança, se há corrida passando na TV, paro pra assistir independente do que tenho pra fazer. F1, F-Indy, Motogp, Stock Car, Formula-E.