Fernando Romboli: jovem santista sofre no profissional, mas continua na luta

João Pires/Fotojump

Assim como o conterrâneo Nicolas Santos, Fernando Romboli era outro paulista promissor que despontava no circuito juvenil em 2006. No Banana Bowl, um dos principais torneios juvenis do mundo, o garoto natural de Santos furou o qualifying e chegou à final na categoria 18 anos, perdendo só para Albert Ramos, hoje top 100 do ranking ATP. Na temporada seguinte, a última jogando a categoria júnior, Romboli chegou a ser número 3 do mundo e seu currículo também tinha quartas de final em Roland Garros e vitórias contra Grigor Dimitrov e Roberto Bautista Agut.

LEIA TAMBÉM:
Franco Ferreiro: gaúcho “aposentou” Guga no Brasil e virou DJ
Bruno Rosa: conterrâneo de Guga no talento que largou o tênis para estudar

Na transição para o profissional, Romboli, todavia, foi mais um a sentir dificuldade com a diferença de nível, assim como Nicolas Santos. A maior parte da carreira foi limitada a torneios Futures e Challengers, tendo entrado para o grupo dos 300 melhores do mundo em 2010. No ano seguinte, veio a primeira final de nível Challenger, o que parecia um sinal de que o jogo do (já nem tão) jovem santista tinha amadurecido.

Entretanto em um período de um ano e meio, Romboli oscilou bastante entre o pelotão dos 450 e 250 do ranking, principalmente pela responsabilidade de defender pontos de suas campanhas em torneios no ano anterior. Para completar, em setembro de 2012, o tenista foi flagrado no exame antidoping por uso de diuréticos e ficou oito meses afastado das quadras. Quando estava ausente, ainda sofreu com lesões, mas nada que tirasse a vontade de retornar ao circuito.

Em maio de 2013, Romboli voltou a jogar torneios Futures, mesclando com Challengers, basicamente a mesma receita de quando saiu do juvenil. Neste ano, o santista obteve uma grande campanha no Challenger de Cali, em maio, quando conquistou o título após furar o quali. As sete vitória fizeram o jogador de 26 anos subir 300 posições no ranking ATP.

Hoje Romboli está bem próximo de ultrapassar a barreira dos 300 do mundo novamente e tem bola para chegar ao ápice do que alcançou no profissional – 236º da ATP, há quatro anos. O mais complicado, todavia, não é o fato de o santista passar dessa faixa e bater barreira atrás de barreira. Nível ele tem para isso, mas a principal questão é se ele terá força e cabeça para se manter subindo sem oscilações, um problema crônico dos jovens brasileiros.

Curtiu a matéria? Siga o autor no Twitter: @fontes_matheus.
Facebook: Matheus Martins Fontes.

Foto: João Pires/Fotojump



Esportista de hobby, mas jornalista de profissão. Trabalhou como repórter do O Estado de S. Paulo, Revista TÊNIS. Tênis Virtual e CurtaTÊNIS em coberturas nacionais e internacionais de grandes eventos.