Opinião: jogo às 11h, bom para quem?

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No início, o novo horário – um horário alternativo – agradou muita gente, principalmente aos torcedores que cada vez mais enchem os estádios.

Mas o futebol às 11h pode ter criado um dilema, o quanto pode prejudicial ao atleta?

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O horário que pode ser comum na Europa e/ou em outros países de temperaturas mais amenas, mas é preciso cuidado para a continuidade no Brasil, principalmente quando nos aproximarmos do final do ano, onde estaremos mais perto do verão.

Durante a partida entre Palmeiras e Flamengo, no Allianz Parque, no último domingo (16), pelo menos dois atletas sofreram com o forte calor que fez na cidade de São Paulo.

O lateral e capitão alviverde, Lucas, precisou ser substituído no intervalo, enquanto o atacante Dudu chegou a vomitar durante o segundo tempo. Ambos os casos devido a alta temperatura.

E não foram apenas os dois atletas esmeraldinos que passaram mal, outros jogadores, inclusive os rubro-negros, também reclamaram do calor.

É fato que o novo horário teve grande aceitação por parte dos torcedores de todo o país. Em 18 jogos que tiverem início às 11h, a média, ao final do primeiro turno, é de 26.436. A média geral é de 17.256, em 179.

O recorde de público neste Brasileirão também foi neste horário alternativo. A partida entre São Paulo e Coritiba levou ao Morumbi 59.482 pagantes.

Os números acima provam o sucesso do novo horário, mas e para o jogador, o que isso afeta?

Com o jogo às 11h altera o sono e a alimentação dos atletas, pois é preciso acordar mais cedo – horário em que não estão acostumados a acordar, acredito – e ter uma alimentação reforçada para aguentar o grande desgaste físico.

Para isso, comissão técnica e departamento fisiológico das equipes precisam fazer uma preparação especial, não só nos dias de jogos, mas também na semana que antecede a partida.

A aprovação da torcida já foi confirmada, agora é preciso consultar atletas, comissões técnicas, médicos, fisiologistas, nutricionistas e outros profissionais da área para que a CBF dê, ou não, continuidade a este novo horário.

Talvez, após uma pesquisa bem detalhada, ainda seja possível saber quando e como manter jogos às 11h. É preciso cuidado, pois o que está em jogo é a saúde de quem faz o espetáculo, o atleta.



Jornalista formado em 2012, atuando na área desde 2010, com experiência em impresso e TV. Pós-graduado em Jornalismo Esportivo e Negócios do Esporte em 2014. Apaixonado por futebol, sempre procurando novas formas de divulgar o esporte.