Libertadores-2000, um golpe paraguaio no sonho do bi do Palmeiras

Reprodução/TV Globo

Muita gente neste especial se lembrará de nomes que permanecem até hoje em discussão no futebol, como Carlos Amarilla, Ubaldo Aquino, Javier Castrilli, Carlos Eugênio Simon e Márcio Resende de Freitas. Mas eu trago para a “mesa” o nome de um paraguaio que acabou com o sonho do bi da Libertadores para o Palmeiras em 2000.

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Epifanio González era um árbitro bastante mediano, embora tenha chegado a estar na Copa do Mundo de 1998 (não apitou jogos). Uma rápida busca na internet basta para constatar que existe mais gente, como os torcedores da seleção mexicana, que se sentiram prejudicados por ele.

Quiseram o destino e a Conmebol que González apitasse a finalíssima da Libertadores entre Palmeiras e Boca Juniors, no Morumbi, em junho de 2000.

O Verdão era o atual campeão do torneio e buscava o bicampeonato para fechar com chave de ouro a Era Parmalat, a passagem de Felipão pelo comando do time, e ganhar uma vaga no Mundial Interclubes de 2000, contra o Real Madrid.

O Boca Juniors não ganhava a Libertadores desde os anos 1970. O domínio brasileiro na competição acontecia havia três anos, com os títulos em sequência de Cruzeiro, Vasco e Palmeiras. A Argentina tinha sua última conquista com o River Plate, em 1996.

Reza a lenda, com informações também publicadas recentemente pelo jornalista André Kfouri, que o Palmeiras teria tido a oportunidade de pagar 200 mil dólares para garantir uma arbitragem “favorável” no Morumbi. Um pênalti claríssimo não marcado a favor do Verdão ajuda a corroborar essa ideia, embora nada possa ser dito em tom de acusação.

Asprilla marcaria aquele que poderia ser o gol do título em um jogo no qual o Boca preferiu o não-jogo, atuou com o regulamento em baixo do braço e contou com a loteria após o empate no tempo normal. Sim, a arbitragem anulou um gol legal do Boca, mas foi o bandeira quem anotou o impedimento. Epifanio só prejudicou o Palmeiras nas vezes em que pôde decidir.

O fato é que mais de 70 mil pessoas foram ao estádio naquela noite com o sonho de ver o time do coração campeão mais uma vez. O 2 a 2 na Argentina era um excelente resultado, mas o duelo em terras brasileiras ficou no 0 a 0. Sorte do Boca, que faturou a taça nos pênaltis. O Palmeiras jamais voltaria a disputar uma final de Libertadores.

Para piorar, seria eliminado pelo mesmo Boca, de novo após dois empates e pênaltis, na semifinal da competição do ano seguinte. E, mais uma vez, graças a um árbitro paraguaio, Ubaldo Aquino. Os golpes paraguaios que acabaram com sonhos alviverdes.

Foto: Reprodução/TV Globo



Editor do Torcedores.com, está no site desde julho de 2014. Repórter e apresentador da TV Torcedores. Formado pela Universidade Metodista de São Paulo, já passou por UOL, Editora Abril e Rede Record. Participou da cobertura da Copa do Mundo de 2014, de dois Pans, dos Jogos Olímpicos de Londres 2012 e do Rio 2016.